Mulher na cozinha, com alimentos saudáveis, lendo algo no computador

Prometeu emagrecer? Dietas da moda podem ser uma armadilha

A busca pelo emagrecimento é um dos temas mais populares entre as famosas promessas de começo de ano. E nem sempre a motivação para isso é a melhora da saúde. Especialmente nesse contexto, em geral, o que conta é o culto à beleza e o status adquirido com o “corpo fitness”.

É assim que as dietas da moda entram em cena. Mas será que elas são mesmo a melhor opção para alcançar um peso corporal adequado? Vamos saber a seguir.

Leia mais: Treino em casa: saiba como evitar lesões

Dietas da moda podem gerar falsas expectativas

O termo “dietas da moda” quase sempre está atrelado a promessa de efeitos milagrosos do tipo “emagreça rápido”, “perca até 10kg em uma semana” ou “desintoxique seu corpo”. Diante disso, a tentação de começar uma dieta imediatamente é grande. Mas isso pode ser uma armadilha, principalmente quando a sua saúde está em jogo.

De acordo com o Ministério da Saúde, as dietas da moda que prometem redução de peso rápida e sem sacrifícios são dissociadas dos diversos determinantes da saúde e da nutrição e constituem padrões de comportamento alimentar não usuais, adotados entusiasticamente por seus seguidores.

Além das promessas de resultados rápidos, os especialistas explicam que o sucesso delas, em geral, vem especialmente da motivação inicial das pessoas pelo contato com algo novo. No entanto, a adesão à dieta costuma ser temporária, sendo usualmente abandonada em poucas semanas.

Afinal, quem aguenta seguir por muito tempo uma rotina alimentar restritiva e que, dificilmente, se encaixa no seu estilo de vida?

O Ministério da Saúde chama a atenção, ainda, para o fato de as dietas da moda não possuírem embasamento científico, especialmente no que diz respeito às expectativas irreais relacionadas à velocidade e à quantidade de peso perdido. E o resultado deste cenário pode ser sentido no corpo, e não, necessariamente, na forma de emagrecimento.

Por seu caráter restritivo, as dietas da moda podem causar deficiências nutricionais e potenciais riscos à saúde, se conduzidas por um longo período. Se há predisposição para alguma doença que você desconheça, as dietas da moda podem tratar de trazer isso à toa. Afinal, sem a ingestão adequada de nutrientes, o organismo começa a falhar e dar seus sinais de alerta.

Mas afinal, como cumprir a promessa de emagrecer sem afetar a saúde?

Leia mais: Alimentação e saúde: qual a relação?

É possível emagrecer sem utilizar as dietas da moda. Veja como!

Antes de tudo, é importante que você saiba que não é recomendada a adoção de qualquer tipo de dieta sem a orientação de um profissional de saúde, especialmente o nutricionista. E isso vale para todos os objetivos: emagrecimento, manutenção de um peso ou uma mudança na rotina alimentar.

Para que isso aconteça de forma saudável e eficiente – ou seja, para que a perda de peso se mantenha – os especialistas na área são unânimes em dizer que a combinação de reeducação alimentar, prática regular de atividade física e adoção de outros hábitos saudáveis de vida (como controlar o estresse e dormir bem) é a melhor escolha.

O processo de emagrecimento envolve vários aspectos que vão além de comer menos. Por isso, essas ações associadas são tão recomendadas — ainda que levem a um emagrecimento mais lento. Nesse ponto, vale lembrar que a eficiência é mais importante do que um resultado rápido e passageiro.

Falando especificamente da alimentação, o Guia Alimentar para a População Brasileira ensina que a alimentação ideal é sempre adequada ao indivíduo, respeitando suas necessidades clínicas, seu estilo de vida e os produtos que têm à disposição. Nesse contexto, quanto mais variadas forem as refeições, mais nutrientes são consumidos — o que é sempre recomendado.

No caso das dietas da moda, usualmente, os cardápios são estabelecidos levando-se em conta apenas restrição de calorias e nutrientes. Nada mais é considerado. Por isso, além de difíceis de serem seguidas, elas acabam atrapalhando a mudança de hábitos, que é o que favorece a manutenção da sua meta de peso.

Com isso em mente, confira algumas dicas simples de como emagrecer de forma saudável, no tempo certo, sem precisar apelar para dietas da moda.

Leia mais: O que é colesterol e como faço para diminuir o colesterol ruim?

7 dicas práticas para um emagrecimento saudável
  1. Faça com que alimentos in natura componham a maior parte de todas as refeições, especialmente frutas, verduras e legumes;
  2. Evite alimentos industrializados, especialmente os que vêm em caixas, latas, saquinhos e que sejam congelados ou embutidos (frios, salsinhas, linguiças);
  3. Tente não consumir sucos ou outras bebidas açucaradas ou de sabor adocicado (como refrigerantes e chás diet);
  4. Alimentos ricos em açúcar, sal, além de bebidas alcoólicas, não precisam fazer parte da sua alimentação de rotina. Consuma esses itens eventualmente e sempre com moderação;
  5. Não precisa comer quando não estiver com fome, mas tente não ficar muito tempo sem se alimentar, para que a fome não se acumule para a próxima refeição;
  6. Inclua a prática de atividade física na sua rotina, mesmo que em doses moderadas, de 20 a 30 minutos por dia;
  7. Busque formas de manter o estresse controlado e invista na qualidade do seu sono para que os hormônios que controlam o apetite se mantenham equilibrados.

Se você ainda não conhece a opção de serviço com a equipe multidisciplinar, incluindo nutricionistas que podem dar orientações de uma alimentação saudável, clique para conhecer.

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Mulher acompanhando exercícios pelo computador, enquanto faz prancha lateral no ambiente da sala de casa.

Treino em casa: saiba como evitar lesões

Em meio a tantas adaptações pelas quais tivemos que passar em razão do distanciamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus, o treino em casa se tornou um aliado.

Prova disso é que a busca utilizando a expressão “treino em casa” dobrou durante a pandemia, atingindo o pico máximo na última semana de março, segundo o Google Trends.

Opções de treino em casa

Com o aumento da demanda pela atividade física feita fora do ambiente de academias, muitas pessoas passaram também a testar ferramentas com as quais, até então, não tinham tanta familiaridade. É o caso dos aplicativos de treino ou aulas on-line pela internet.

Apps e aulas de treinos

A oferta de serviços é grande. Seja pelo Youtube ou pela loja de aplicativos do celular, as modalidades, normalmente, mais populares são:

  • Corrida;
  • HIIT ou workout;
  • Ioga ou alongamento;
  • Aulas coletivas de academia.
Lesões e os treinos em casa

Embora essas ferramentas sejam bastante úteis no auxílio e orientação sobre práticas que podem ser adotadas usando, muitas vezes, o peso do próprio corpo, é necessário também, assim como na academia, ter alguns cuidados para evitar lesões.

Para a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, esse tipo de lesões, decorrentes da prática de atividades físicas, podem ser classificadas como lesões indiretas. Sendo assim, são fatores de riscos:

  • Fadiga muscular;
  • Pouca flexibilidade;
  • Deficiência de força;
  • Falta de cuidados com a postura.

Leia também: Alimentação e saúde: qual a relação?

Como evitar as lesões

Iniciar uma atividade física requer que você tenha conhecimento da sua condição de saúde. Portanto, ainda que ela vá ser feita em casa, é preciso estar ciente da sua aptidão física para realizá-la. Além disso, outras questões são importantes:

  1. Ainda que vá treinar em casa, faça isso, preferencialmente com orientação profissional;
  2. Use roupas adequadas para o treino e certifique-se de fazê-lo em ambiente adequado;
  3. Prepare o corpo com um breve aquecimento (polichinelos, corrida no mesmo lugar);
  4. Observe bem a sua postura e interrompa a atividade ao sentir qualquer desconforto;
  5. Controle a intensidade do treino, principalmente se estiver fora de forma;
  6. Embora a maioria busque perda de peso, lembre-se dos exercícios de fortalecimento, que também ajudam a emagrecer;
  7. Procure ajuda médica se observar desconforto duradouro.
Serviço de teleorientação com educador físico

Para quem não pode contar com um personal trainer, uma boa ferramenta é utilizar o serviço de teleorientação que conta com equipe multidisciplinar, inclusive educador físico.

Nesse caso, a teleorientação pode ser feita por videochamada ou telefone, com agendamento prévio, de segunda a sexta-feira, entre 8h e 20h, exceto feriados.

Se você ainda não conhece essa opção de serviço, clique para conhecer.

Referências:

Google Trends
https://trends.google.com.br/trends/explore?geo=BR&q=treino%20em%20casa
Lesões musculares; SBOT
https://sbot.org.br/lesoes-musculares/

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Hipertensão e hipotensão: você sabe como agir?

“Estou com hipertensão, o que devo fazer?”
“Sinto que minha pressão caiu. Posso colocar sal na língua?”
“Minha pressão está baixa e minha vista, escura. Isso é normal?”

Quem nunca teve um episódio de hipertensão ou hipotensão arterial? Difícil dizer que ninguém jamais sofreu disso, certo? E, embora muita gente saiba que a pressão arterial considerada normal seja a famosa 12×8 (120 x 80mmHg), não é incomum ficar sem saber o que fazer quando há alguma alteração e o mal-estar aparece.

É essa falta de esclarecimento, inclusive, que faz com que dúvidas em torno da pressão arterial estejam entre os principais motivos de contato com os profissionais da nossa equipe de Teleorientação.

Diferenças entre hipertensão e hipotensão
 Hipertensão

Conhecida popularmente como “pressão alta”. Ocorre quando a pressão arterial sistólica, caracterizada pela pressão que o sangue faz ao ser bombeado pelas artérias do coração para o resto do corpo, é superior a 130mmHg. A pressão arterial diastólica (que indica o repouso do coração entre uma batida e outra), por sua vez, está acima de 90mmHg.

Considerada silenciosa, segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, a hipertensão manifesta sintomas quando se eleva de forma abrupta. Entre os sintomas estão:

  • Dores no peito;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Zumbido no ouvido;
  • Fraqueza;
  • Visão embaçada;
  • Sangramento nasal.

Quando não é hereditária, a hipertensão ocorre em razão de influências do estilo de vida, como por exemplo:

  • Consumo excessivo de sal;
  • Tabagismo;
  • Estresse;
  • Obesidade;
  • Diabetes;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Sedentarismo;
  • Sono inadequado.

Leia também: Você tem insônia? Entenda tudo sobre essa condição e saiba como combatê-la

Hipotensão

Ocorre quando a pressão arterial encontra-se abaixo de 90x60mmHg. No entanto, vale ressaltar que a pressão baixa não é necessariamente um problema e é comum que alguns indivíduos não apresentem mal-estar.

Por outro lado, quando a hipotensão arterial traz com ela sintomas associados, é preciso acompanhar e tratar a condição. Entre esses sinais estão:

  • Fraqueza;
  • Sonolência;
  • Dificuldade de raciocínio;
  • Tontura;
  • Suor frio;
  • Pele úmida e fria;
  • Formigamento das mãos;
  • Taquicardia;
  • Náusea e vômito;
  • Câimbras;
  • Redução da consciência.

Para saber se a queda de pressão arterial representa algum risco para o paciente, é importante entender o contexto e histórico clínico. Por exemplo, não é incomum que pessoas que tenham feito atividade intensa sob forte calor apresentem esse tipo de mal-estar mesmo sendo saudáveis.

Em outros casos, no entanto, a hipotensão pode ser sinal de um risco maior, como por exemplo:

  • Sepse;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Infarto;
  • Cirrose hepática;
  • Desidratação;
  • Hemorragia;
  • Reação alérgica severa;
  • Hipoglicemia;
  • Choque térmico;
  • Excesso de medicação anti-hipertensiva.

Leia também: Alimentação e saúde: qual a relação?

Cuidados com a hipertensão e a hipotensão

O ideal é que toda pessoa faça o acompanhamento regular da pressão arterial, com aferição médica anual, ainda que seja saudável. Nos casos em que há diagnóstico de hipertensão ou hipotensão, é necessário fazer acompanhamento específico individual e seguir as recomendações médicas.

No entanto, alguns cuidados gerais podem ser seguidos em casos emergenciais. Veja a seguir:

  1. Em situações de crise hipertensiva ou hipotensiva, mantenha repouso;
  2. Aumente a ingestão de água, pois ela ajuda a normalizar a pressão arterial;
  3. Jamais coloque sal embaixo da língua, ainda que desconfie de pressão baixa;
  4. Tenha em mente que o sal não tem efeito imediato e pode causar um pico hipertensivo depois que a pressão se normalizar;
  5. Caso já faça tratamento, jamais interrompa o uso de medicamento sem orientação médica, mesmo que esteja se sentido bem;
  6. Nunca utilize medicamentos de outra pessoa ou ofereça seus medicamentos a quem esteja com algum mal-estar;
  7. Em situações em que a alteração da pressão arterial for acompanhada de sintomas muito intensos, vale buscar ajuda profissional e, eventualmente, se dirigir ao serviço de emergência.
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Mãe e filho adolescente, em casa, em situação em que está febril e tiram dúvidas, com auxílio de um tablet, sobre saúde.

O que é jornada do paciente e qual importância?

Já ouviu falar em jornada do paciente? Antes de detalhar tudo o que ocorre nesse processo com o paciente, é preciso compreender que o conceito de jornada se aplica aqui como um conjunto de fatores que contribuirão para que o paciente alcance aquilo de que precisa.

Sendo assim, a jornada do paciente é uma experiência que se dá desde o surgimento de algum sintoma ou dúvida e o leva a uma consulta, passando pela avaliação de um profissional de saúde, pelo registro de suas queixas e pelo acompanhamento no pós-consulta.

Isso significa que a questão envolve algo que vai muito além do atendimento no consultório médico, ou consulta por videoconferência, mas também um suporte que pode ser dado antes ou depois dessa consulta, favorecendo ações preventivas em saúde.

Por que a jornada do paciente é importante?

Não é incomum que, ao percebermos qualquer sintoma de mal-estar, busquemos alguma resposta rápida na internet. Prova disso são dados do Google que indicam que cerca de 70 mil buscas relacionadas à saúde sejam realizadas na plataforma por minuto. O problema disso, no entanto, está no fato de que muitas das respostas obtidas estão erradas. Segundo estudo feito pela Edith Cowan University, da Austrália, os resultados obtidos são assertivos apenas 1/3 das vezes.

Não à toa, o setor de saúde tem investido, amparado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em oferta de serviços de teleorientação que sejam capazes de dar suporte ao paciente em toda a sua jornada. Isso significa ter acesso a profissionais que possam traçar o perfil do paciente, de acordo com sua demanda, fazer o registro de sua queixa ou dúvida e direcioná-lo ao profissional apropriado. Entenda melhor como funciona!

Veja também: Teleorientação e teleconsulta: qual a diferença

Traçando a jornada!

Ao sentir que algo não vai bem, o paciente busca ajuda para compreender o que aquele sintoma pode representar e o que deve ser feito a partir dali.

Nesses casos, os serviços de teleorientação, via telefone ou aplicativo, são bons pontos de contato, pois disponibilizam profissionais capacitados a exercer a triagem e encaminhar o paciente para outros profissionais, se for o caso, como nutricionista, orientador esportivo, psicólogo ou até mesmo um médico, dependendo da queixa.

Nesse momento, é levantado o perfil e histórico de saúde do paciente e registrada também a sua queixa ou dúvida. Desse modo, em um contato seguinte, tudo o que foi relatado pode ser consultado pelo profissional que der continuidade ao atendimento, melhorando a experiência do paciente.

É importante ressaltar que, por se tratar de uma jornada, o paciente passa por etapas como:

  • Atendimento inicial e orientação primária;
  • Encaminhamento para profissional adequado, se for o caso;
  • Consulta, se for o caso;
  • Pós-consulta;
  • Monitoramento da condição de saúde.

Vale ressaltar que os serviços de teleorientação também contribuem para a jornada do paciente que busca mais qualidade de vida e prevenção em saúde, já que oferecem indicações do que pode ser feito para melhorar questões como: alimentação, prática de atividade física, regulação do sono, controle do estresse, uso adequado de medicamentos etc.

Leia também: Você tem insônia? Entenda tudo sobre essa condição e saiba como combatê-la

Isso significa dizer que, além de melhorar a experiência de quem usa o serviço, a jornada do paciente contribui também para que o paciente se engaje em um processo de autogestão da própria saúde, o que pode lhe garantir mais longevidade.

Quer saber mais sobre serviços que podem ajudá-lo a ter todo o seu histórico em saúde e receber orientações sempre que precisa? Encontre um plano que melhor se adeque ao seu perfil. Basta um clique aqui.

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Alimentação e saúde: qual a relação?

Alimentação e saúde: qual a relação?

A alimentação saudável é um dos principais pilares da vida. Não é à toa que o aleitamento materno é amplamente incentivado como parte do que vai garantir a saúde do bebê. E isso ocorre porque o leite da mãe é o alimento mais balanceado na ocasião em que o bebê nasce.

No entanto, na medida em que vamos crescendo e podemos fazer nossas próprias escolhas alimentares, algumas vezes, deixamos o equilíbrio de lado, tornando as refeições calóricas demais e deficitárias em nutrientes e minerais.

Leia também: Aleitamento materno – as principais dúvidas sobre amamentação respondidas aqui

Consequências dos maus hábitos alimentares

Aumento do sobrepeso e da obesidade desde a infância, baixa imunidade e doenças associadas a maus hábitos alimentares são apenas alguns dos problemas.

Por outro lado, refeições balanceadas podem evitar problemas como:

  • Hipertensão
  • Diabetes tipo 2
  • Hipercolesterolemia
  • Osteoporose
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Câncer
Você sabia?

Um estudo publicado em 2017 na revista científica The Lancet revelou a relação de casualidade entre hábitos de vida saudáveis, mortes e anos de vida perdidos. Para isso, foram avaliados dados de 195 países e 15 fatores de risco alimentar. Os resultados mostraram que os riscos alimentares foram responsáveis por 11 milhões de mortes no mundo. Dentre essas, 10 milhões foram provocadas por doenças cardiovasculares, 913 mil por câncer e 338 por diabetes.

Veja mais: Diabetes em tempos de Covid-19: quais são as recomendações?

O que significa ter uma alimentação balanceada e saudável?

Uma alimentação balanceada necessariamente precisa ser também variada. Isso porque alguns nutrientes só são encontrados em alguns alimentos e não em outros. Portanto, a regra é: quanto mais colorido for o prato, melhor!

Como escolher:
  • Dê preferência para alimentos in natura ou minimamente processados;
  • Se possível, escolha opções integrais de alimentos como pães, massas e arroz;
  • Lembre-se de que, além das proteínas animais, como carnes, ovos e leites, é possível obter proteínas também em leguminosas como feijões, soja, grão-de-bico e lentilha;
  • Consuma uma boa variedade de frutas e verduras pelo menos nas duas refeições principais (almoço e jantar);
  • Evite o uso de sal e açúcar em excesso, e dê preferência a temperos naturais;
  • Prefira preparações cozidas ou assadas a frituras.

Tem dúvidas sobre como criar pratos saudáveis? Conte com a gente!

Por meio do nosso Plano Multidisciplinar, você tem acesso a um serviço de Teleorientação em que pode ter contato com profissionais como nutricionista, psicólogo e educador físico, de segunda a sexta-feira, entre 7h e 19h, para receber o auxílio de que precisa. Conheça!

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Mulher negra segurando um termômetro em uma das mãos, com bebê no colo, na sala de casa, fazendo uma consulta médica via tablet

Teleorientação e teleconsulta: qual a diferença?

Com as medidas adotadas para conter o avanço do novo coronavírus, nunca se falou tanto em teleorientação e teleconsulta. A telemedicina, por sinal, é outra prática que vinha sendo constantemente debatida a fim de que tivesse um uso ético.

Com o reconhecimento da telemedicina por parte do Conselho Federal de Medicina (CFM) durante o contexto da pandemia de Covid-19, a relação médico-paciente mudou, tornando realidade tanto a teleorientação quanto a teleconsulta.

Veja também: O coronavírus se espalha facilmente por meio de superfícies?

Sendo assim, vale compreender as principais diferenças entre as duas modalidades.

Teleorientação: como funciona?

A teleorientação tem como principal característica, como o próprio nome diz, orientar o paciente na prevenção e no tratamento, indicado previamente, de doenças.

Esse acompanhamento ocorre, comumente, por telefone e pode ser feito por enfermeiras ou médicos.

A teleorientação, no entanto, não substitui a consulta médica e o atendimento hospitalar, em casos de urgência. Isso porque não são feitos diagnósticos, receituários ou indicações de tratamentos por esse meio.

Como é o serviço de teleconsulta?

Diferente do que ocorre no serviço de teleorientação, a teleconsulta prevê o diagnóstico, a indicação de tratamento e a prescrição de medicamentos ou exames, se for o caso.

Para isso, há o agendamento da teleconsulta, como se fosse uma consulta comum, com o diferencial de, nesse caso, ser feito via Internet, telefone ou WhatsApp. No momento do atendimento, é disponibilizada uma sala para que ocorra a videoconferência, com sigilo total entre o paciente e o profissional.

Em geral, pode-se atender a queixas que vão desde alergias até sintomas como desconforto abdominal ou síndromes gripais. O receituário também é emitido de maneira eletrônica e aceito normalmente nas farmácias ou laboratórios.

Como funciona a prescrição?

A prescrição eletrônica foi liberada em função da atuação conjunta do CFM com o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e do Instituto Nacional da Tecnologia da Informação (ITI). A partir dessa iniciativa, é possível viabilizar tanto prescrições quanto atestados médicos, que são assinados com certificado digital ICP-Brasil.

Gostou desse artigo? Ainda tem dúvidas sobre como ter acesso a Teleconsulta ou Teleorientação, veja mais na FAQ que elaboramos sobre o tema.


Referências:

Telemedicina: uma solução para atendimento à distância em tempos de coronavírus; Saúde da Saúde
https://saudedasaude.anahp.com.br/telemedicina-uma-solucao-para-atendimento-a-distancia-em-tempos-de-coronavirus/

Prescrição eletrônica; CFM
https://prescricaoeletronica.cfm.org.br/

FAQ – Saúde a Qualquer Hora
http://52.2.115.117/faq

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homem de negócios, em seu comércio, calculando despesas mensais

Promoção em saúde: um cuidado com seu colaborador e retorno para sua empresa

São vários os problemas que podem comprometer o sucesso de uma empresa. E uma parte deles está relacionado diretamente ao trabalhador. Isso porque questões que afetam o colaborador, como doenças físicas ou de fundo emocional, absenteísmo ou presenteísmo podem afetar não apenas a ele enquanto indivíduo, mas também aos resultados da companhia.

Entendendo o absenteísmo e presenteísmo

O absenteísmo nada mais é do que a ausência do funcionário no ambiente de trabalho (ou em tempos de home office, dedicando-se ao trabalho). Isso pode se configurar por meio de faltas, de atrasos ou de saídas, justificadas ou não. Como consequência, começam a surgir fatores que impactam negativamente tanto para a empresa quanto para o funcionário. Por exemplo:

  • Declínio da produtividade;
  • Aumento de horas extras para outros integrantes da equipe;
  • Eventual afastamento do funcionário que se abstém com frequência (caso seja por problema de saúde);
  • Custos de contratação temporária;
  • Perdas de prazos.

O presenteísmo, por sua vez, se refere ao comportamento de pessoas que estão de corpo presente no ambiente de trabalho, mas estão com a mente completamente desconectada de seus afazeres, o que leva a manifestações como:

  • Presença de erros básicos em produções do dia a dia;
  • Mudança na relação de trabalho com os colegas;
  • Queda na produtividade.

É importante compreender, no entanto, que tanto o absenteísmo quanto o presenteísmo não são questões relacionadas ao caráter do colaborador. Só para se ter ideia, a Organização Pan-Americana da Saúde considera que os transtornos mentais impactam diretamente nos ambientes de trabalho, causando o absenteísmo, por exemplo.

Como investir na saúde da sua empresa pode contribuir com a sua empresa?

Um estudo publicado em 2018 pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), indicava que, para cada dólar investido em prevenção, três seriam economizados em serviços de saúde.

Para a OCDE, a combinação entre cuidados preventivos, tratamento de quem realmente precisa e auxílio à população para que ela se torne mais ativa é uma das chaves para reduzir a sinistralidade, tornar o sistema de saúde mais eficiente, centrado nas pessoas e mais sustentável, o que se traduz em economia também para o empregador.

Para isso é necessário conscientizar sobre a importância do autocuidado e da escolha de um estilo de vida mais saudável, questões capazes, de acordo com a OCDE, de elevar a expectativa de vida, reduzir os gastos com doenças crônicas e beneficiar a todos com uma força de trabalho mais saudável e produtiva.

Qual a relação entre a sinistralidade médica e a variação dos custos?

Podemos chamar de sinistralidade a modalidade de correção feita nos valores do plano de assistência médica com base nas despesas geradas pelos usuários. Entenda!


1. Beneficiário aciona o plano
2. Cada atendimento representa um custo
3. Acúmulo do uso ultrapassa valor estipulado no contrato
4. Operadora assume o prejuízo
5. Posteriormente, repassa ao cliente o custo excedido, somado à correção monetária e ao VCMH.

A variação dos custos médicos hospitalares (VCMH) está atrelada a uma série de fatores e por isso faz tanta diferença no quanto “custa a saúde”. Veja quais são os fatores:

  • Rol de procedimentos da ANS (o que deve ser coberto pelo plano);
  • Negociação das operadoras (quanto elas pagam às redes credenciadas, por exemplo);
  • Envelhecimento da população (estima-se que até 2050 os idosos correspondam a 30%);
  • Surgimento de novas epidemias (Zika, dengue, influenza, febre amarela, covid-19);
  • Variação cambial (valor da nossa moeda);
  • Falta de gerenciamento (investimento em ações preventivas de saúde);
  • Uso inconsciente (utilização do plano de maneira incorreta).

A própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reconhece que implantar ações, programas e medidas de promoção da saúde e prevenção dos riscos para o desenvolvimento de doenças contribui para reduzir a sinistralidade, o absenteísmo e, consequentemente, eleva a produtividade nas empresas e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Quais ações podem ser adotadas para promover mais saúde nas empresas?
  • Serviços de teleorientação;
  • Plantão por diferentes canais para sanar dúvidas;
  • Orientação nutricional e psicológica;
  • Teleconsulta médica;
  • Desconto em medicamentos e exames.

Quer saber mais sobre como levar mais saúde à sua empresa? Clique aqui.

Referências:

Saúde mental no trabalho: embora continue a ser tabu, é muito importante falarmos sobre saúde mental no ambiente de trabalho; infográfico; PAHO

Absenteísmo: o que é, impactos e como diminuir nas empresas; FIA

Presenteísmo:  que é, efeitos e como evitar; FIA

Os impactos do absenteísmo na empresa; Administradores

Absenteísmo: é preciso investir em política de prevenção e buscar trabalho estratégico focado no problema; Mercer Marsh Benefícios

Promoting Health, Preventing Disease – WHO | OECD

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O-que-e-colesterol

O que é colesterol e como faço para diminuir o colesterol ruim?

Embora algumas pessoas vejam o colesterol como um vilão, a verdade é que ele é uma substância importante para o funcionamento do nosso organismo. No entanto, para que seja benéfico, é necessário que seus níveis estejam sempre controlados. Dito isso, vamos saber verdadeiramente o que é colesterol e como ele funciona.

O que é colesterol?

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia define o colesterol como um tipo de gordura que faz parte da estrutura de células do cérebro, dos nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Ou seja, uma substância essencial ao bom funcionamento do organismo, como dissemos anteriormente. Isso ocorre porque essa gordura é importante no processo de formação dos hormônios de vitamina D e de ácidos que contribuem na digestão de alimentos, por exemplo.

O Ministério da Saúde reforça ainda que o colesterol é importante na formação de hormônios sexuais e fundamental na constituição do sistema nervoso central, contribuindo para o desenvolvimento de neurônios.

Mas por que o colesterol é visto como vilão?

Isso ocorre porque, em excesso, um tipo específico de colesterol é responsável por uma série de doenças, principalmente as cardiovasculares. Em razão disso, é importante compreender a estrutura dessa substância no organismos e manter os bons níveis.

Leia também: Como aliviar dor de cefaleia tensional?

Por dentro da estrutura do colesterol

O colesterol total é constituído por diferentes compostos gordurosos, são eles:

LDL (lipoproteínas de baixa densidade, o popular colesterol ruim)

É responsável pelo transporte do colesterol produzido pelo fígado para as células em que serão utilizadas. No entanto, ele pode entrar nas artérias e provocar o entupimento delas, caso esteja circulando em excesso pelo organismo.

HDL (lipoproteínas de alta densidade, conhecido como colesterol bom)

Atua retirando o LDL das paredes das artérias, reduzindo a formação das placas de gordura (aterosclerose).

VLDL (lipoproteína de densidade muito baixa)

Esse tipo de colesterol atua transportando mais triglicérides do que colesterol em si, mas também pode contribuir para a obstrução das artérias e aumento das chances de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Os tipos mais comuns e os níveis de referência, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia

LipídeosCom jejum (mg/dl)Sem jejum (mg/dl)Categoria referencial
Colesterol total<190<190Desejável
HDL>40>40Desejável
Triglicérides<150<175Desejável
 Categoria de risco  
LDL<130<130Baixo
 <100<100Intermediário
 <70<70Alto
 <50<50Muito alto
    
Não HDL<160<160Baixo
 <130<130Intermediário
 <100<100Alto
 <80<80Muito alto

Valores referenciais e de alvo terapêutico do perfil lipídico (adultos < 20 anos)

Veja mais: Orientações em saúde pelo seu celular, 24 horas por dia

E como reduzir os índices de colesterol ruim?

Para reduzir o colesterol, principalmente o LDL, é importante manter um estilo de vida saudável com a inclusão de alguns hábitos na rotina:

  • Evitar o sedentarismo;
  • Evitar o consumo de alimentos gordurosos (frituras, queijos amarelos, margarinas, comidas congeladas, biscoitos recheados, embutidos etc.);
  • Preferir a ingestão de alimentos como frutas, verduras, legumes, cereais integrais;
  • Abandonar o cigarro.

Em alguns casos, no entanto, de maneira adicional à mudança do estilo de vida, é preciso incluir também o uso de estatinas na rotina. Esse é um tipo de medicamento que atua no controle do colesterol, principalmente quando ele não está associado apenas ao estilo de vida, mas também a causas genéticas, como é o caso da hipercolesterolemia familiar.

Consequências do descontrole do colesterol

É importante saber que, embora o colesterol esteja bastante associado ao estilo de vida, isso não significa dizer que ele está ligado necessariamente ao sobrepeso. Ou seja, pessoas magras também podem ter colesterol alto. E como consequência desse excesso de colesterol ruim no organismo, elas estão igualmente mais suscetíveis a desenvolverem doenças cardiovasculares, como infarto ou AVC (acidente vascular cerebral), síndrome coronariana aguda, angina e trombose.

Essas doenças são decorrentes, nesse caso, da formação das placas de ateroma (gordura) nas artérias. Portanto, quanto antes for iniciado o acompanhamento e tratamento, se necessário, menor a chance de ocorrência das doenças.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia é de que a dosagem do colesterol seja feita já a partir dos 10 anos de idade.

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Mulher negra sorridente amamentando bebê acolhido em um dos braços

Aleitamento materno: as principais dúvidas sobre amamentação respondidas aqui

O aleitamento materno é uma medida segura de nutrição do bebê e, como comprovado cientificamente, oferece uma série de benefícios tanto para a mãe quanto para a criança. No entanto, apesar de ser uma forma natural de alimentação, há uma série de dúvidas que continuam a existir em torno do tema.

Por isso, aproveitando que o mês de agosto é dedicado a incentivar o aleitamento materno, reunimos e respondemos aqui as dúvidas mais comuns sobre o tema. Confira!

Quais as principais vantagens de amamentar o bebê?

De acordo com o Guia do Ministério da Saúde sobre Aleitamento Materno e Alimentação Complementar, amamentar tem diversos benefícios para o bebê:

  • Protege contra infecções infantis;
  • Evita a morte de crianças com menos de 5 anos por causas preveníveis;
  • Evita a diarreia, principalmente em crianças mais pobres;
  • Evita infecções respiratórias e de ouvido;
  • Diminui o risco de alergias respiratórias;
  • Reduz o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes, no futuro;
  • Reduz também as chances de desenvolvimento de obesidade tanto durante a infância quanto na vida adulta.

Outros benefícios estão relacionados com a melhor capacidade de desenvolvimento cognitivo (da inteligência) e da cavidade bucal, proporcionando melhor alinhamento dos dentes no futuro.

Vantagens para a mãe

Para as mães, amamentar aumenta a proteção contra o desenvolvimento de câncer de mama, de ovário e de útero, reduz as chances de sangramento no útero (quando o bebê é amamentado até uma hora após o parto) e contribui para a recuperação do peso anterior à gravidez de maneira mais rápida e saudável.

Leia também: Gestação: da confirmação à importância do pré-natal

Por quanto tempo devo continuar amamentando a criança?

A amamentação deverá ser exclusiva até os seis meses de vida da criança e complementar após os seis meses, fase em que se deve iniciar a introdução alimentar. Isso ocorre porque, a partir dos seis meses, a criança passa a ter uma tolerância gastrointestinal e capacidade de absorção de nutrientes mais satisfatórias em razão das adaptações fisiológicas do próprio organismo.

Sendo assim, entre os seis e os 12 meses, o leite materno costuma contribuir com aproximadamente metade do fornecimento de energia de que o bebê necessita. Entre os 12 e os 24 meses, essa contribuição passa a ser de 1/3. Desse modo, conclui-se que o leite materno continua sendo uma fonte importante de energia e de nutrientes até o segundo ano de vida do bebê, no caso daquelas mães que conseguem manter o aleitamento prolongado.

Qual o número ideal de mamadas por dia?

Não há um número ideal de mamadas e esse conceito é reforçado tanto pelo Ministério da Saúde quanto pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Sendo assim, a recomendação é de que a criança seja amamentada em horários sem restrições e por quanto tempo desejar. A isso se chama de amamentação por livre demanda. O que se sabe é que, em média, um bebê saudável mama de oito a 12 vezes por dia.

O que devo fazer se não consigo amamentar meu bebê?

A primeira medida é buscar ajuda junto ao seu médico, ao pediatra do bebê ou alguma unidade que trabalhe com banco de leite humano. Em geral, a maior parte das mulheres é capaz de amamentar, mas pode enfrentar dificuldades iniciais, como a posição correta do bebê para o favorecimento da pega, rachaduras ou feridas nos mamilos e inflamações. Por isso, é sempre válido consultar especialistas antes de definir que não é viável manter o aleitamento.

Pessoas com prótese de silicone podem amamentar?

Sim. A mulher pode amamentar normalmente após seis meses de ter colocado a prótese de silicone, pois, em geral, os dutos mamários já estarão adaptados ao implante após esse período. Além disso, a prótese não influencia a capacidade de produção do leite.

O bebê que está recebendo aleitamento exclusivo precisa beber água?

Não. O leite materno é fonte de hidratação para a criança que o recebe de maneira exclusiva, assim como de todos os nutrientes de que necessita.

É seguro amamentar durante a pandemia do novo coronavírus?

Sim. Além de melhorar a imunidade do bebê, não há evidências, até o momento, de que o leite materno possa ser fonte de transmissão do novo coronavírus. Mulheres que tenham testado positivo para a Covid-19, no entanto, devem ter alguns cuidados especiais durante a amamentação, como: lavar bem as mãos antes de iniciar a mamada, com água e sabão; fazer o mesmo procedimento com as mamas (que devem ser lavadas com água); usar máscara e evitar que o bebê toque seu rosto, olhos ou cabelos.

Leia também: Perguntas e respostas sobre o novo coronavírus

Após a mamada, é indicado que o bebê receba os cuidados de higiene, que devem ser feitos por outra pessoa, caso a mãe tenha suspeita ou confirmação da doença, minimizando ao máximo o contato entre a criança e a mãe enquanto ela estiver doente.

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Referências

Saúde da Criança: Aleitamento e Alimentação Complementar; Ministério da Saúde
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf
Entrevista: pediatra explica o que fazer quando não é possível amamentar o bebê; Fiocruz
https://portal.fiocruz.br/noticia/entrevista-pediatra-explica-o-que-fazer-quando-nao-e-possivel-amamentar
Implantes de silicone interferem na amamentação?; Aleitamento
http://www.aleitamento.com/amamentacao/conteudo.asp?cod=1751
Amamentar com segurança durante a pandemia de Covid-19; Unicef
https://www.unicef.org/brazil/amamentar-com-seguranca-durante-pandemia-de-covid-19

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Jovem negra, grávida, em casa. Ela aparece confortavelmente em um sofá enquanto interage, sorridente, com alguém por um tablet.

Gestação: da confirmação à importância do pré-natal

Para muitas mulheres, a gravidez é um evento planejado e aguardado, e é ideal que seja assim. Pois, a partir dessa preparação para a gestação, a mulher consegue fazer uma série de exames que indicarão se há eventuais condições que podem implicar em riscos para a saúde dela ou do bebê.

No entanto, isso nem sempre acontece. Em algumas situações, a gravidez ocorre de maneira inesperada, fazendo com que a futura mãe tenha que ir se preparando para o parto e para a maternidade na medida em que a gravidez avança.

Independentemente da forma como isso ocorre, é importante que, a partir da confirmação da fecundação do óvulo pelo espermatozoide, ou seja, da gravidez, a mãe passe a ser acompanhada por um especialista que fará todo o seu pré-natal.

Sinais comuns da gravidez e confirmação

Além do atraso menstrual, algumas mulheres podem notar os seguintes sintomas:

  • Aumento dos seios;
  • Náuseas;
  • Aumento do sono;
  • Aumento do apetite;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Maior sensação de cansaço.

Quando isso ocorre, é comum que grande parte das mulheres recorra a um teste rápido de farmácia para verificar a possibilidade de gravidez.

Em situações em que o resultado é positivo, a medida mais recomendada é buscar o serviço de saúde para realização de um teste para confirmação. Ele pode ser feito tanto por meio da coleta de urina quanto de sangue e verifica o hormônio beta hCG (ou BhCG) produzido pelo corpo a partir da fecundação do óvulo.

Importância do pré-natal durante as fases da gravidez

Uma vez que a gravidez foi confirmada, é necessário fazer o acompanhamento. Aliás, em casos em que a gravidez é planejada, como já dito antes, o aconselhável é que se tenha acompanhamento até mesmo antes da fecundação, a fim de garantir as condições de saúde ideal da mãe para a chegada do bebê.

Esse acompanhamento, chamado de pré-natal, tem a finalidade de verificar se o embrião está crescendo no local correto (dentro do útero), o tipo de gravidez (se é única ou de gêmeos, trigêmeos etc.), o risco gestacional e a possibilidade do desenvolvimento de complicações como diabetes, hipertensão ou sangramentos.

O ideal é que ele seja feito até antes do parto, com consultas que vão ficando mais frequentes de acordo com a proximidade do nascimento do bebê. Ou seja, mensalmente, até a 28ª semana; quinzenalmente, da 28ª até a 36ª semana; semanalmente, até o nascimento.

Além disso, a cada fase de desenvolvimento do bebê, a mãe é orientada a fazer exames, reforçar a imunização por meio de vacinas e seguir recomendações que farão com que o momento do parto seja mais tranquilo.

Entre as vantagens do pré-natal estão:
  • Identificar doenças que já estejam presentes no organismo da mãe de forma silenciosa;
  • Tratar problemas que possam causar prejuízos à mãe ou ao bebê;
  • Detectar malformações ainda durante a gestação;
  • Verificar o crescimento adequado do bebê e desenvolvimento da placenta;
  • Averiguar a existência de hemorragias;
  • Identificar precocemente a pré-eclâmpsia decorrente de hipertensão.
Gravidez em tempos de pandemia

Em razão do momento de pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, a recomendação é de que, sempre que possível, as consultas sejam feitas por meio da telemedicina ou que as gestantes participem de programas de acompanhamento de assistência por telefone. A orientação é confirmada pela presidente da Confederação Internacional das Parteiras, Franka Cadée, em entrevista ao site da Unicef.

No Brasil, também estão orientadas as consultas domiciliares para gestantes, puérperas e recém-nascidos ou o agendamento de consultas em horários especiais ou locais diferenciados.

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