Mulher sentada no sofá, usando um leque para melhorar sintoma de indisposição pelo calor

Como se proteger das doenças de verão

Doenças de verão são aquelas que têm maior chance de ocorrer por conta das altas temperaturas e umidade elevada, típicas do período. Além de exposição ao sol e ao próprio calor, insetos e microrganismos (como fungos e bactérias) podem ser os responsáveis por diversas patologias.

Sensação térmica de calor intenso, boca seca, fadiga, perda de apetite e náuseas, além de queda de pressão, vômito e diarreia podem ser sinais de alerta de que algo não vai bem com o corpo nessa época do ano.

Vamos saber mais sobre as doenças de verão a seguir, com dicas de como se proteger:

Leia mais: Treino em casa: saiba como evitar lesões

Dengue e febre amarelas são mais comuns nesta época

Como as chuvas são mais frequentes no verão, as chances de conviver com mosquitos causadores de doenças, também são maiores. Por isso, é preciso tomar cuidado redobrado com qualquer recipiente que possa acumular água e se tornar um lugar favorável para sua reprodução.

Sobre a dengue

No caso da dengue, o mosquito causador da doença é o Aedes aegypti, que pode ser combatido com hábitos domésticos simples, como limpar calhas e caixas d’água e recolher o lixo. Usar repelente de insetos e roupas compridas e leves também podem ser formas de proteção eficaz contra o mosquito.

De acordo com o Ministério da Saúde, ao apresentar sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores pelo corpo e náuseas, você deve procurar imediatamente orientação médica e não se automedicar.

Sobre a febre amarela

Mesmo que possa ser transmitida em qualquer época do ano, a febre amarela pode ser considerada uma doença de verão, principalmente devido ao aumento do deslocamento durante as férias. Por isso, é importante saber se há exigencia de vacina estipulada pela cidade do seu destino, que deve ser tomada dez dias antes da viagem.

A febre amarela silvestre é transmitida, normalmente, pela picada do mosquito infectado Haemagogus janthinomys e pode levar à morte. A vacina é a principal forma de prevenção e é recomendada para toda a população a partir dos nove meses de idade. 

Leia mais: Hipertensão e hipotensão: você sabe como agir?

Intoxicação e desidratação também são doenças de verão

As temperaturas altas são os principais fatores que provocam a intoxicação alimentar e hídrica: doenças de verão causadas, respectivamente, pelo consumo de comida e água contaminadas.

Por isso, para evitar os problemas, é necessário estar sempre atento à segurança, qualidade e conservação do que for consumir na rua. E, dentro de casa, cuidar para que tudo seja preparado com higiene e armazenado corretamente.

Os principais sintomas de intoxicação podem ser diarreia, febre, náuseas e vômitos. Como essas condições podem levar à desidratação, é importante procurar orientação médica e acompanhar o quadro.

A desidratação ocorre quando a eliminação de água é maior que a quantidade ingerida e se caracteriza pela baixa concentração de água e sais minerais, impedindo o organismo de realizar funções que são vitais. 

Lembrando que a exposição excessiva ao sol e calor também pode levar à desidratação por conta do aumento da sudorese (secreção de suor pelo corpo). Por isso, procure ingerir muito líquido (de preferência, água), consumir alimentos frescos e leves, evitar o consumo de alimentos ultraprocessados (inclusive o de bebidas açucaradas) e usar roupas adequadas para a estação, evitando assim o problema.

De acordo com o Ministério da Saúde, podem ser sintomas de desidratação:
  • Olhos fundos;
  • Ausência de lágrimas quando a criança chora;
  • Boca e língua secas;
  • Ter muita sede e beber água ou outro líquido muito rápido;
  • Diminuição da quantidade de urina;
  • Afundamento da moleira (no caso de bebês).

Se apresentar dois ou mais sintomas, é necessário procurar atendimento médico, sendo que, no caso de idosos e crianças, a desidratação pode ser mais grave. Portanto, os cuidados devem ser redobrados nesses casos.

Leia mais: Alimentação e saúde: qual a relação?

Proteção solar e cuidado com a pele também evitam doenças de verão

Além de desidratação, a exposição excessiva ao sol e tempo quente também pode causar outra doença de verão: a insolação. Nesse caso, a recomendação é buscar sombras, beber ao menos dois litros de água por dia, usar o protetor solar de forma adequada e evitar as horas com maior concentração solar (entre 11h e 16h).

Mas as medidas de prevenção não param por aí. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, para se proteger corretamente do sol e do calor, é importante usar chapéu e roupas de algodão nas atividades ao ar livre. Elas bloqueiam a maior parte da radiação solar, enquanto os tecidos sintéticos, como o nylon, bloqueiam apenas 30%. Outro objeto que tem extrema importância são os óculos de sol, que previnem catarata e outras lesões nos olhos.

Quanto ao uso de filtro solar, os especialistas explicam que o produto deve ser aplicado diariamente, e não somente nos momentos de lazer.  Aqueles com fator de proteção solar (FPS) 30, ou superior, são recomendados para uso diário e também para a exposição mais longa ao sol (praia, piscina, pesca etc.).

Lembrando que a exposição excessiva e/ou desprotegida ao sol, além de desidratação e insolação, pode causar envelhecimento precoce e aumentar o risco de se desenvolver câncer de pele.

Mas não é só com isso que a pele pode sofrer no verão. A combinação de sol, areia, praia, piscina e excesso de suor elevam os riscos de algumas doenças da pele como micoses, brotoejas e acne solar. Saiba mais sobre elas a seguir:
  • Micoses — infecções causadas por fungos e que podem ocorrer na pele, unhas e cabelos, sendo mais frequente nos pés, virilha e unhas.  A melhor forma de evitar o problema é manter hábitos como se secar bem após o banho, evitar andar descalço em pisos constantemente úmidos (lava-pés, vestiários, saunas), evitar calçados fechados o máximo possível e usar o próprio material para manicure;
  • Brotoejas — pequenas erupções que surgem, especialmente em bebês, devido ao contato da pele com o suor, principalmente nas “dobrinhas” da própria pele ou das roupas. Podem ser bolhas transparentes com pouca coceira ou “bolinhas” avermelhadas que coçam bastante. Usar roupas leves e soltas e evitar locais muito abafados, que propiciam a sudorese excessiva, são algumas dicas de prevenção;
  • Acne solar — provocada pela mistura da oleosidade aumentada da pele, sudorese, uso do filtro solar e da própria radiação solar. Para se proteger, a recomendação dos dermatologistas é lavar o rosto com um sabonete adequado para o tipo de pele, usar tônicos mais adstringentes (de preferência, sem álcool) e filtros solares com base aquosa ou em gel, o que pode diminuir a oleosidade.

Se você se identifica com os sintomas de doenças de verão ou tem dúvidas sobre como prevenir algo específico, converse com nossa equipe multidisciplinar. Clique para conhecer.

Referências:
Sociedade Brasileira de Dermatologia – Cuidados com a pele no verão
Ministério da Saúde alerta para doenças do verão
Ministério da Saúde – Verão 2020: atenção e cuidado com a alimentação nas férias

Read More
Mulher na cozinha, com alimentos saudáveis, lendo algo no computador

Prometeu emagrecer? Dietas da moda podem ser uma armadilha

A busca pelo emagrecimento é um dos temas mais populares entre as famosas promessas de começo de ano. E nem sempre a motivação para isso é a melhora da saúde. Especialmente nesse contexto, em geral, o que conta é o culto à beleza e o status adquirido com o “corpo fitness”.

É assim que as dietas da moda entram em cena. Mas será que elas são mesmo a melhor opção para alcançar um peso corporal adequado? Vamos saber a seguir.

Leia mais: Treino em casa: saiba como evitar lesões

Dietas da moda podem gerar falsas expectativas

O termo “dietas da moda” quase sempre está atrelado a promessa de efeitos milagrosos do tipo “emagreça rápido”, “perca até 10kg em uma semana” ou “desintoxique seu corpo”. Diante disso, a tentação de começar uma dieta imediatamente é grande. Mas isso pode ser uma armadilha, principalmente quando a sua saúde está em jogo.

De acordo com o Ministério da Saúde, as dietas da moda que prometem redução de peso rápida e sem sacrifícios são dissociadas dos diversos determinantes da saúde e da nutrição e constituem padrões de comportamento alimentar não usuais, adotados entusiasticamente por seus seguidores.

Além das promessas de resultados rápidos, os especialistas explicam que o sucesso delas, em geral, vem especialmente da motivação inicial das pessoas pelo contato com algo novo. No entanto, a adesão à dieta costuma ser temporária, sendo usualmente abandonada em poucas semanas.

Afinal, quem aguenta seguir por muito tempo uma rotina alimentar restritiva e que, dificilmente, se encaixa no seu estilo de vida?

O Ministério da Saúde chama a atenção, ainda, para o fato de as dietas da moda não possuírem embasamento científico, especialmente no que diz respeito às expectativas irreais relacionadas à velocidade e à quantidade de peso perdido. E o resultado deste cenário pode ser sentido no corpo, e não, necessariamente, na forma de emagrecimento.

Por seu caráter restritivo, as dietas da moda podem causar deficiências nutricionais e potenciais riscos à saúde, se conduzidas por um longo período. Se há predisposição para alguma doença que você desconheça, as dietas da moda podem tratar de trazer isso à toa. Afinal, sem a ingestão adequada de nutrientes, o organismo começa a falhar e dar seus sinais de alerta.

Mas afinal, como cumprir a promessa de emagrecer sem afetar a saúde?

Leia mais: Alimentação e saúde: qual a relação?

É possível emagrecer sem utilizar as dietas da moda. Veja como!

Antes de tudo, é importante que você saiba que não é recomendada a adoção de qualquer tipo de dieta sem a orientação de um profissional de saúde, especialmente o nutricionista. E isso vale para todos os objetivos: emagrecimento, manutenção de um peso ou uma mudança na rotina alimentar.

Para que isso aconteça de forma saudável e eficiente – ou seja, para que a perda de peso se mantenha – os especialistas na área são unânimes em dizer que a combinação de reeducação alimentar, prática regular de atividade física e adoção de outros hábitos saudáveis de vida (como controlar o estresse e dormir bem) é a melhor escolha.

O processo de emagrecimento envolve vários aspectos que vão além de comer menos. Por isso, essas ações associadas são tão recomendadas — ainda que levem a um emagrecimento mais lento. Nesse ponto, vale lembrar que a eficiência é mais importante do que um resultado rápido e passageiro.

Falando especificamente da alimentação, o Guia Alimentar para a População Brasileira ensina que a alimentação ideal é sempre adequada ao indivíduo, respeitando suas necessidades clínicas, seu estilo de vida e os produtos que têm à disposição. Nesse contexto, quanto mais variadas forem as refeições, mais nutrientes são consumidos — o que é sempre recomendado.

No caso das dietas da moda, usualmente, os cardápios são estabelecidos levando-se em conta apenas restrição de calorias e nutrientes. Nada mais é considerado. Por isso, além de difíceis de serem seguidas, elas acabam atrapalhando a mudança de hábitos, que é o que favorece a manutenção da sua meta de peso.

Com isso em mente, confira algumas dicas simples de como emagrecer de forma saudável, no tempo certo, sem precisar apelar para dietas da moda.

Leia mais: O que é colesterol e como faço para diminuir o colesterol ruim?

7 dicas práticas para um emagrecimento saudável
  1. Faça com que alimentos in natura componham a maior parte de todas as refeições, especialmente frutas, verduras e legumes;
  2. Evite alimentos industrializados, especialmente os que vêm em caixas, latas, saquinhos e que sejam congelados ou embutidos (frios, salsinhas, linguiças);
  3. Tente não consumir sucos ou outras bebidas açucaradas ou de sabor adocicado (como refrigerantes e chás diet);
  4. Alimentos ricos em açúcar, sal, além de bebidas alcoólicas, não precisam fazer parte da sua alimentação de rotina. Consuma esses itens eventualmente e sempre com moderação;
  5. Não precisa comer quando não estiver com fome, mas tente não ficar muito tempo sem se alimentar, para que a fome não se acumule para a próxima refeição;
  6. Inclua a prática de atividade física na sua rotina, mesmo que em doses moderadas, de 20 a 30 minutos por dia;
  7. Busque formas de manter o estresse controlado e invista na qualidade do seu sono para que os hormônios que controlam o apetite se mantenham equilibrados.

Se você ainda não conhece a opção de serviço com a equipe multidisciplinar, incluindo nutricionistas que podem dar orientações de uma alimentação saudável, clique para conhecer.

Read More
Pessoas comemorando o Natal usando máscara de proteção contra a Covid-19 e evitando ansiedade de fim de ano

Ansiedade de fim de ano pode se agravar com a pandemia

Aflição, angústia, perturbação do espírito causada pela incerteza, relação com qualquer contexto de perigo: essas são algumas definições para ansiedade. Quando pensamos no nosso dia a dia, podemos entender a ansiedade como um fenômeno que ora nos beneficia ora nos prejudica, dependendo das circunstâncias ou intensidade.

Quando um ano tão desafiador como este vai chegando ao fim, pode-se dizer que a ansiedade ganha proporções maiores. Além da correria típica do período antes das férias, tem as festas de fim de ano e as preocupações com a pandemia. Afinal, mesmo que o clima seja típico de comemoração, o risco de se contaminar com o novo coronavírus ainda existe e é preciso ficar atento. Por isso, a ansiedade de fim de ano em 2020 pode ser algo ainda mais desafiador.

Veja a seguir as recomendações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, para proteger a sua saúde e a da sua família nesta época do ano.

Leia mais: Como lidar com a ansiedade em momentos de crise?

Como se proteger da Covid-19 nas festas de fim de ano

Como mencionamos, a epidemia da Covid-19 ainda não está sob controle e é preciso tomar cuidado para que as reuniões familiares não levem a um aumento de casos da doença. As orientações elaboradoras pelo CDC têm o objetivo de complementar (e não substituir) quaisquer leis, regras e regulamentos nacionais, estaduais ou locais de saúde e segurança. Portanto, considere também o que está sendo orientado pelas autoridades e profissionais de saúde de onde você mora.

Veja a seguir as principais orientações do órgão americano para as festas de fim de ano:

  • Famílias devem evitar viagens e comemorações com pessoas de outras residências. Segundo o CDC, quanto mais gente na festa, maiores as chances de transmissão do novo coronavírus. Não exceda a lista de convidados. O ideal é que se reúnam, no máximo, 10 pessoas e que elas morem na mesma casa, de preferência;
  • Para reduzir as formas de contágio, deve-se optar por espaços ao ar livre, orientar os presentes para manter distanciamento uns dos outros e atentar para o horário de término. Quanto antes a festa acabar, menor o risco;
  • Sobre a ceia, a orientação é para que o acesso ao local onde será preparada a comida seja limitado e somente uma pessoa manuseie e sirva a comida para todos, sempre usando máscara. Lavar as mãos antes e após a refeição também é necessário, e todos devem seguir essa medida de higiene e proteção;
  • Todos os participantes devem ter cuidado ao guardar suas máscaras enquanto comem e bebem. O recomendado é manter a máscara em um saco seco e respirável (como um saco de papel ou tecido de malha) para evitar a contaminação entre os usos.

Saiba mais sobre como uma simples reunião familiar pode trazer riscos de contaminação pelo novo coronavírus.

Leia mais: O coronavírus se espalha facilmente por meio de superfícies?

Fatores que favorecem o contágio da Covid-19 em festas

Antes de organizar a festa, vale considerar os apontamentos do CDC sobre como e por que uma reunião de pessoas pode aumentar o risco de você e sua família sofrerem com a Covid-19:

  • Níveis elevados de Covid-19 no local — a família e os amigos devem considerar o número de casos da doença em sua comunidade ou na comunidade onde planejam se reunir para comemorar as festas de fim de ano;
  • Exposição durante a viagem — aeroportos, transporte público, postos de gasolina e paradas de descanso podem ser lugares de exposição ao vírus para quem tem planos de deixar a cidade. Portanto, o ideal é não se deslocar;
  • Local da reunião — reuniões internas, especialmente aquelas em espaço com pouca ventilação, representam mais risco do que reuniões ao ar livre. Se tiver que juntar algumas pessoas, considere esse fator antes de determinar o local da festa;
  • Duração da reunião — reuniões que duram mais representam maior risco do que reuniões curtas. Portanto, considere encerrar a comemoração mais cedo do que de costume e, se possível, não sirva álcool. Seu uso pode fazer com que as pessoas se descuidem das medidas de proteção contra o novo coronavírus;
  • Comportamentos dos participantes antes do encontro — indivíduos que não aderiram de forma consistente ao distanciamento social, uso de máscara, lavagem das mãos e outros comportamentos de prevenção representam mais risco. Faça com que todos os presentes estejam conscientes dessa necessidade para o bem de todo mundo;
  • Importante — pessoas com suspeitas, sintomas ou diagnosticadas com Covid-19 não devem sair de casa. Pessoas com maior risco de doenças graves e idosos também devem ser mais protegidos do que os demais. Considere também uma reunião digital para que todos possam se ver e conversar em segurança.

Diante de tantas exigências, é normal sentir os níveis de ansiedade subirem. Mas como saber que essa sensação é algo momentâneo, típica de fim de ano, ou uma questão que está, de fato, afetando sua saúde mental?

Vamos falar sobre isso a seguir.

Leia mais: Teleorientação e teleconsulta: qual a diferença?

Como saber que ansiedade é um problema para sua saúde

De acordo com o Ministério da Saúde, os transtornos de ansiedade são doenças relacionadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida. Se, por um lado, essa sensação é boa porque estimula a pessoa a entrar em ação, em excesso, faz exatamente o contrário, fazendo com que ela se sinta imobilizada.

Os transtornos da ansiedade têm sintomas muito mais intensos do que aquela ansiedade normal do dia a dia. Eles aparecem como:

  • Preocupações, tensões ou medos exagerados (a pessoa não consegue relaxar);
  • Sensação contínua de que um desastre ou algo muito ruim vai acontecer;
  • Preocupações exageradas com saúde, dinheiro, família ou trabalho;
  • Medo extremo de algum objeto ou situação em particular;
  • Medo exagerado de ser humilhado publicamente;
  • Falta de controle sobre os pensamentos, imagens ou atitudes, que se repetem independentemente da vontade;
  • Pavor depois de uma situação muito difícil.

Para o tratamento, em geral, são recomendados medicamentos (sempre com acompanhamento e receita médica) e/ou psicoterapia com psicólogo ou com médico psiquiatra. A maior parte das pessoas que sofre com ansiedade se sente melhor quando as duas condutas são combinadas. Mas quem vai dizer isso é sempre um especialista, de acordo com cada caso.

Não se esqueça que o diagnóstico precoce e preciso, um tratamento eficaz e o acompanhamento por um prazo longo são imprescindíveis para se obter bons resultados contra a ansiedade, protegendo sua saúde física e mental. Se você se identifica com o quadro ou percebe que as obrigações de fim de ano estão sobrecarregando suas emoções além do normal, procure nossa equipe de teleorientação.

Se você ainda não conhece a opção de serviço com equipe multidisciplinar, incluindo psicólogos que podem ajudar você com os sintomas de ansiedade, clique para conhecer.

Referências:

Ansiedade, Biblioteca de Saúde – Ministério da Saúde

Holiday Celebrations and Small Gatherings – Center for Disease Control and Prevention

Read More
Mulher acompanhando exercícios pelo computador, enquanto faz prancha lateral no ambiente da sala de casa.

Treino em casa: saiba como evitar lesões

Em meio a tantas adaptações pelas quais tivemos que passar em razão do distanciamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus, o treino em casa se tornou um aliado.

Prova disso é que a busca utilizando a expressão “treino em casa” dobrou durante a pandemia, atingindo o pico máximo na última semana de março, segundo o Google Trends.

Opções de treino em casa

Com o aumento da demanda pela atividade física feita fora do ambiente de academias, muitas pessoas passaram também a testar ferramentas com as quais, até então, não tinham tanta familiaridade. É o caso dos aplicativos de treino ou aulas on-line pela internet.

Apps e aulas de treinos

A oferta de serviços é grande. Seja pelo Youtube ou pela loja de aplicativos do celular, as modalidades, normalmente, mais populares são:

  • Corrida;
  • HIIT ou workout;
  • Ioga ou alongamento;
  • Aulas coletivas de academia.
Lesões e os treinos em casa

Embora essas ferramentas sejam bastante úteis no auxílio e orientação sobre práticas que podem ser adotadas usando, muitas vezes, o peso do próprio corpo, é necessário também, assim como na academia, ter alguns cuidados para evitar lesões.

Para a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, esse tipo de lesões, decorrentes da prática de atividades físicas, podem ser classificadas como lesões indiretas. Sendo assim, são fatores de riscos:

  • Fadiga muscular;
  • Pouca flexibilidade;
  • Deficiência de força;
  • Falta de cuidados com a postura.

Leia também: Alimentação e saúde: qual a relação?

Como evitar as lesões

Iniciar uma atividade física requer que você tenha conhecimento da sua condição de saúde. Portanto, ainda que ela vá ser feita em casa, é preciso estar ciente da sua aptidão física para realizá-la. Além disso, outras questões são importantes:

  1. Ainda que vá treinar em casa, faça isso, preferencialmente com orientação profissional;
  2. Use roupas adequadas para o treino e certifique-se de fazê-lo em ambiente adequado;
  3. Prepare o corpo com um breve aquecimento (polichinelos, corrida no mesmo lugar);
  4. Observe bem a sua postura e interrompa a atividade ao sentir qualquer desconforto;
  5. Controle a intensidade do treino, principalmente se estiver fora de forma;
  6. Embora a maioria busque perda de peso, lembre-se dos exercícios de fortalecimento, que também ajudam a emagrecer;
  7. Procure ajuda médica se observar desconforto duradouro.
Serviço de teleorientação com educador físico

Para quem não pode contar com um personal trainer, uma boa ferramenta é utilizar o serviço de teleorientação que conta com equipe multidisciplinar, inclusive educador físico.

Nesse caso, a teleorientação pode ser feita por videochamada ou telefone, com agendamento prévio, de segunda a sexta-feira, entre 8h e 20h, exceto feriados.

Se você ainda não conhece essa opção de serviço, clique para conhecer.

Referências:

Google Trends
https://trends.google.com.br/trends/explore?geo=BR&q=treino%20em%20casa
Lesões musculares; SBOT
https://sbot.org.br/lesoes-musculares/

Read More

Hipertensão e hipotensão: você sabe como agir?

“Estou com hipertensão, o que devo fazer?”
“Sinto que minha pressão caiu. Posso colocar sal na língua?”
“Minha pressão está baixa e minha vista, escura. Isso é normal?”

Quem nunca teve um episódio de hipertensão ou hipotensão arterial? Difícil dizer que ninguém jamais sofreu disso, certo? E, embora muita gente saiba que a pressão arterial considerada normal seja a famosa 12×8 (120 x 80mmHg), não é incomum ficar sem saber o que fazer quando há alguma alteração e o mal-estar aparece.

É essa falta de esclarecimento, inclusive, que faz com que dúvidas em torno da pressão arterial estejam entre os principais motivos de contato com os profissionais da nossa equipe de Teleorientação.

Diferenças entre hipertensão e hipotensão
 Hipertensão

Conhecida popularmente como “pressão alta”. Ocorre quando a pressão arterial sistólica, caracterizada pela pressão que o sangue faz ao ser bombeado pelas artérias do coração para o resto do corpo, é superior a 130mmHg. A pressão arterial diastólica (que indica o repouso do coração entre uma batida e outra), por sua vez, está acima de 90mmHg.

Considerada silenciosa, segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, a hipertensão manifesta sintomas quando se eleva de forma abrupta. Entre os sintomas estão:

  • Dores no peito;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Zumbido no ouvido;
  • Fraqueza;
  • Visão embaçada;
  • Sangramento nasal.

Quando não é hereditária, a hipertensão ocorre em razão de influências do estilo de vida, como por exemplo:

  • Consumo excessivo de sal;
  • Tabagismo;
  • Estresse;
  • Obesidade;
  • Diabetes;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Sedentarismo;
  • Sono inadequado.

Leia também: Você tem insônia? Entenda tudo sobre essa condição e saiba como combatê-la

Hipotensão

Ocorre quando a pressão arterial encontra-se abaixo de 90x60mmHg. No entanto, vale ressaltar que a pressão baixa não é necessariamente um problema e é comum que alguns indivíduos não apresentem mal-estar.

Por outro lado, quando a hipotensão arterial traz com ela sintomas associados, é preciso acompanhar e tratar a condição. Entre esses sinais estão:

  • Fraqueza;
  • Sonolência;
  • Dificuldade de raciocínio;
  • Tontura;
  • Suor frio;
  • Pele úmida e fria;
  • Formigamento das mãos;
  • Taquicardia;
  • Náusea e vômito;
  • Câimbras;
  • Redução da consciência.

Para saber se a queda de pressão arterial representa algum risco para o paciente, é importante entender o contexto e histórico clínico. Por exemplo, não é incomum que pessoas que tenham feito atividade intensa sob forte calor apresentem esse tipo de mal-estar mesmo sendo saudáveis.

Em outros casos, no entanto, a hipotensão pode ser sinal de um risco maior, como por exemplo:

  • Sepse;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Infarto;
  • Cirrose hepática;
  • Desidratação;
  • Hemorragia;
  • Reação alérgica severa;
  • Hipoglicemia;
  • Choque térmico;
  • Excesso de medicação anti-hipertensiva.

Leia também: Alimentação e saúde: qual a relação?

Cuidados com a hipertensão e a hipotensão

O ideal é que toda pessoa faça o acompanhamento regular da pressão arterial, com aferição médica anual, ainda que seja saudável. Nos casos em que há diagnóstico de hipertensão ou hipotensão, é necessário fazer acompanhamento específico individual e seguir as recomendações médicas.

No entanto, alguns cuidados gerais podem ser seguidos em casos emergenciais. Veja a seguir:

  1. Em situações de crise hipertensiva ou hipotensiva, mantenha repouso;
  2. Aumente a ingestão de água, pois ela ajuda a normalizar a pressão arterial;
  3. Jamais coloque sal embaixo da língua, ainda que desconfie de pressão baixa;
  4. Tenha em mente que o sal não tem efeito imediato e pode causar um pico hipertensivo depois que a pressão se normalizar;
  5. Caso já faça tratamento, jamais interrompa o uso de medicamento sem orientação médica, mesmo que esteja se sentido bem;
  6. Nunca utilize medicamentos de outra pessoa ou ofereça seus medicamentos a quem esteja com algum mal-estar;
  7. Em situações em que a alteração da pressão arterial for acompanhada de sintomas muito intensos, vale buscar ajuda profissional e, eventualmente, se dirigir ao serviço de emergência.
Read More

Alimentação e saúde: qual a relação?

Alimentação e saúde: qual a relação?

A alimentação saudável é um dos principais pilares da vida. Não é à toa que o aleitamento materno é amplamente incentivado como parte do que vai garantir a saúde do bebê. E isso ocorre porque o leite da mãe é o alimento mais balanceado na ocasião em que o bebê nasce.

No entanto, na medida em que vamos crescendo e podemos fazer nossas próprias escolhas alimentares, algumas vezes, deixamos o equilíbrio de lado, tornando as refeições calóricas demais e deficitárias em nutrientes e minerais.

Leia também: Aleitamento materno – as principais dúvidas sobre amamentação respondidas aqui

Consequências dos maus hábitos alimentares

Aumento do sobrepeso e da obesidade desde a infância, baixa imunidade e doenças associadas a maus hábitos alimentares são apenas alguns dos problemas.

Por outro lado, refeições balanceadas podem evitar problemas como:

  • Hipertensão
  • Diabetes tipo 2
  • Hipercolesterolemia
  • Osteoporose
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Câncer
Você sabia?

Um estudo publicado em 2017 na revista científica The Lancet revelou a relação de casualidade entre hábitos de vida saudáveis, mortes e anos de vida perdidos. Para isso, foram avaliados dados de 195 países e 15 fatores de risco alimentar. Os resultados mostraram que os riscos alimentares foram responsáveis por 11 milhões de mortes no mundo. Dentre essas, 10 milhões foram provocadas por doenças cardiovasculares, 913 mil por câncer e 338 por diabetes.

Veja mais: Diabetes em tempos de Covid-19: quais são as recomendações?

O que significa ter uma alimentação balanceada e saudável?

Uma alimentação balanceada necessariamente precisa ser também variada. Isso porque alguns nutrientes só são encontrados em alguns alimentos e não em outros. Portanto, a regra é: quanto mais colorido for o prato, melhor!

Como escolher:
  • Dê preferência para alimentos in natura ou minimamente processados;
  • Se possível, escolha opções integrais de alimentos como pães, massas e arroz;
  • Lembre-se de que, além das proteínas animais, como carnes, ovos e leites, é possível obter proteínas também em leguminosas como feijões, soja, grão-de-bico e lentilha;
  • Consuma uma boa variedade de frutas e verduras pelo menos nas duas refeições principais (almoço e jantar);
  • Evite o uso de sal e açúcar em excesso, e dê preferência a temperos naturais;
  • Prefira preparações cozidas ou assadas a frituras.

Tem dúvidas sobre como criar pratos saudáveis? Conte com a gente!

Por meio do nosso Plano Multidisciplinar, você tem acesso a um serviço de Teleorientação em que pode ter contato com profissionais como nutricionista, psicólogo e educador físico, de segunda a sexta-feira, entre 7h e 19h, para receber o auxílio de que precisa. Conheça!

Gostou desse artigo? Recomende a um amigo ou continue a visita pelo blog para ver outros semelhantes.

Read More
homem de negócios, em seu comércio, calculando despesas mensais

Promoção em saúde: um cuidado com seu colaborador e retorno para sua empresa

São vários os problemas que podem comprometer o sucesso de uma empresa. E uma parte deles está relacionado diretamente ao trabalhador. Isso porque questões que afetam o colaborador, como doenças físicas ou de fundo emocional, absenteísmo ou presenteísmo podem afetar não apenas a ele enquanto indivíduo, mas também aos resultados da companhia.

Entendendo o absenteísmo e presenteísmo

O absenteísmo nada mais é do que a ausência do funcionário no ambiente de trabalho (ou em tempos de home office, dedicando-se ao trabalho). Isso pode se configurar por meio de faltas, de atrasos ou de saídas, justificadas ou não. Como consequência, começam a surgir fatores que impactam negativamente tanto para a empresa quanto para o funcionário. Por exemplo:

  • Declínio da produtividade;
  • Aumento de horas extras para outros integrantes da equipe;
  • Eventual afastamento do funcionário que se abstém com frequência (caso seja por problema de saúde);
  • Custos de contratação temporária;
  • Perdas de prazos.

O presenteísmo, por sua vez, se refere ao comportamento de pessoas que estão de corpo presente no ambiente de trabalho, mas estão com a mente completamente desconectada de seus afazeres, o que leva a manifestações como:

  • Presença de erros básicos em produções do dia a dia;
  • Mudança na relação de trabalho com os colegas;
  • Queda na produtividade.

É importante compreender, no entanto, que tanto o absenteísmo quanto o presenteísmo não são questões relacionadas ao caráter do colaborador. Só para se ter ideia, a Organização Pan-Americana da Saúde considera que os transtornos mentais impactam diretamente nos ambientes de trabalho, causando o absenteísmo, por exemplo.

Como investir na saúde da sua empresa pode contribuir com a sua empresa?

Um estudo publicado em 2018 pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), indicava que, para cada dólar investido em prevenção, três seriam economizados em serviços de saúde.

Para a OCDE, a combinação entre cuidados preventivos, tratamento de quem realmente precisa e auxílio à população para que ela se torne mais ativa é uma das chaves para reduzir a sinistralidade, tornar o sistema de saúde mais eficiente, centrado nas pessoas e mais sustentável, o que se traduz em economia também para o empregador.

Para isso é necessário conscientizar sobre a importância do autocuidado e da escolha de um estilo de vida mais saudável, questões capazes, de acordo com a OCDE, de elevar a expectativa de vida, reduzir os gastos com doenças crônicas e beneficiar a todos com uma força de trabalho mais saudável e produtiva.

Qual a relação entre a sinistralidade médica e a variação dos custos?

Podemos chamar de sinistralidade a modalidade de correção feita nos valores do plano de assistência médica com base nas despesas geradas pelos usuários. Entenda!


1. Beneficiário aciona o plano
2. Cada atendimento representa um custo
3. Acúmulo do uso ultrapassa valor estipulado no contrato
4. Operadora assume o prejuízo
5. Posteriormente, repassa ao cliente o custo excedido, somado à correção monetária e ao VCMH.

A variação dos custos médicos hospitalares (VCMH) está atrelada a uma série de fatores e por isso faz tanta diferença no quanto “custa a saúde”. Veja quais são os fatores:

  • Rol de procedimentos da ANS (o que deve ser coberto pelo plano);
  • Negociação das operadoras (quanto elas pagam às redes credenciadas, por exemplo);
  • Envelhecimento da população (estima-se que até 2050 os idosos correspondam a 30%);
  • Surgimento de novas epidemias (Zika, dengue, influenza, febre amarela, covid-19);
  • Variação cambial (valor da nossa moeda);
  • Falta de gerenciamento (investimento em ações preventivas de saúde);
  • Uso inconsciente (utilização do plano de maneira incorreta).

A própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reconhece que implantar ações, programas e medidas de promoção da saúde e prevenção dos riscos para o desenvolvimento de doenças contribui para reduzir a sinistralidade, o absenteísmo e, consequentemente, eleva a produtividade nas empresas e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Quais ações podem ser adotadas para promover mais saúde nas empresas?
  • Serviços de teleorientação;
  • Plantão por diferentes canais para sanar dúvidas;
  • Orientação nutricional e psicológica;
  • Teleconsulta médica;
  • Desconto em medicamentos e exames.

Quer saber mais sobre como levar mais saúde à sua empresa? Clique aqui.

Referências:

Saúde mental no trabalho: embora continue a ser tabu, é muito importante falarmos sobre saúde mental no ambiente de trabalho; infográfico; PAHO

Absenteísmo: o que é, impactos e como diminuir nas empresas; FIA

Presenteísmo:  que é, efeitos e como evitar; FIA

Os impactos do absenteísmo na empresa; Administradores

Absenteísmo: é preciso investir em política de prevenção e buscar trabalho estratégico focado no problema; Mercer Marsh Benefícios

Promoting Health, Preventing Disease – WHO | OECD

Read More
O-que-e-colesterol

O que é colesterol e como faço para diminuir o colesterol ruim?

Embora algumas pessoas vejam o colesterol como um vilão, a verdade é que ele é uma substância importante para o funcionamento do nosso organismo. No entanto, para que seja benéfico, é necessário que seus níveis estejam sempre controlados. Dito isso, vamos saber verdadeiramente o que é colesterol e como ele funciona.

O que é colesterol?

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia define o colesterol como um tipo de gordura que faz parte da estrutura de células do cérebro, dos nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Ou seja, uma substância essencial ao bom funcionamento do organismo, como dissemos anteriormente. Isso ocorre porque essa gordura é importante no processo de formação dos hormônios de vitamina D e de ácidos que contribuem na digestão de alimentos, por exemplo.

O Ministério da Saúde reforça ainda que o colesterol é importante na formação de hormônios sexuais e fundamental na constituição do sistema nervoso central, contribuindo para o desenvolvimento de neurônios.

Mas por que o colesterol é visto como vilão?

Isso ocorre porque, em excesso, um tipo específico de colesterol é responsável por uma série de doenças, principalmente as cardiovasculares. Em razão disso, é importante compreender a estrutura dessa substância no organismos e manter os bons níveis.

Leia também: Como aliviar dor de cefaleia tensional?

Por dentro da estrutura do colesterol

O colesterol total é constituído por diferentes compostos gordurosos, são eles:

LDL (lipoproteínas de baixa densidade, o popular colesterol ruim)

É responsável pelo transporte do colesterol produzido pelo fígado para as células em que serão utilizadas. No entanto, ele pode entrar nas artérias e provocar o entupimento delas, caso esteja circulando em excesso pelo organismo.

HDL (lipoproteínas de alta densidade, conhecido como colesterol bom)

Atua retirando o LDL das paredes das artérias, reduzindo a formação das placas de gordura (aterosclerose).

VLDL (lipoproteína de densidade muito baixa)

Esse tipo de colesterol atua transportando mais triglicérides do que colesterol em si, mas também pode contribuir para a obstrução das artérias e aumento das chances de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Os tipos mais comuns e os níveis de referência, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia

LipídeosCom jejum (mg/dl)Sem jejum (mg/dl)Categoria referencial
Colesterol total<190<190Desejável
HDL>40>40Desejável
Triglicérides<150<175Desejável
 Categoria de risco  
LDL<130<130Baixo
 <100<100Intermediário
 <70<70Alto
 <50<50Muito alto
    
Não HDL<160<160Baixo
 <130<130Intermediário
 <100<100Alto
 <80<80Muito alto

Valores referenciais e de alvo terapêutico do perfil lipídico (adultos < 20 anos)

Veja mais: Orientações em saúde pelo seu celular, 24 horas por dia

E como reduzir os índices de colesterol ruim?

Para reduzir o colesterol, principalmente o LDL, é importante manter um estilo de vida saudável com a inclusão de alguns hábitos na rotina:

  • Evitar o sedentarismo;
  • Evitar o consumo de alimentos gordurosos (frituras, queijos amarelos, margarinas, comidas congeladas, biscoitos recheados, embutidos etc.);
  • Preferir a ingestão de alimentos como frutas, verduras, legumes, cereais integrais;
  • Abandonar o cigarro.

Em alguns casos, no entanto, de maneira adicional à mudança do estilo de vida, é preciso incluir também o uso de estatinas na rotina. Esse é um tipo de medicamento que atua no controle do colesterol, principalmente quando ele não está associado apenas ao estilo de vida, mas também a causas genéticas, como é o caso da hipercolesterolemia familiar.

Consequências do descontrole do colesterol

É importante saber que, embora o colesterol esteja bastante associado ao estilo de vida, isso não significa dizer que ele está ligado necessariamente ao sobrepeso. Ou seja, pessoas magras também podem ter colesterol alto. E como consequência desse excesso de colesterol ruim no organismo, elas estão igualmente mais suscetíveis a desenvolverem doenças cardiovasculares, como infarto ou AVC (acidente vascular cerebral), síndrome coronariana aguda, angina e trombose.

Essas doenças são decorrentes, nesse caso, da formação das placas de ateroma (gordura) nas artérias. Portanto, quanto antes for iniciado o acompanhamento e tratamento, se necessário, menor a chance de ocorrência das doenças.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia é de que a dosagem do colesterol seja feita já a partir dos 10 anos de idade.

Gostou desse artigo? Continue a visita pelo nosso blog.

Read More
Mulher negra sorridente amamentando bebê acolhido em um dos braços

Aleitamento materno: as principais dúvidas sobre amamentação respondidas aqui

O aleitamento materno é uma medida segura de nutrição do bebê e, como comprovado cientificamente, oferece uma série de benefícios tanto para a mãe quanto para a criança. No entanto, apesar de ser uma forma natural de alimentação, há uma série de dúvidas que continuam a existir em torno do tema.

Por isso, aproveitando que o mês de agosto é dedicado a incentivar o aleitamento materno, reunimos e respondemos aqui as dúvidas mais comuns sobre o tema. Confira!

Quais as principais vantagens de amamentar o bebê?

De acordo com o Guia do Ministério da Saúde sobre Aleitamento Materno e Alimentação Complementar, amamentar tem diversos benefícios para o bebê:

  • Protege contra infecções infantis;
  • Evita a morte de crianças com menos de 5 anos por causas preveníveis;
  • Evita a diarreia, principalmente em crianças mais pobres;
  • Evita infecções respiratórias e de ouvido;
  • Diminui o risco de alergias respiratórias;
  • Reduz o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes, no futuro;
  • Reduz também as chances de desenvolvimento de obesidade tanto durante a infância quanto na vida adulta.

Outros benefícios estão relacionados com a melhor capacidade de desenvolvimento cognitivo (da inteligência) e da cavidade bucal, proporcionando melhor alinhamento dos dentes no futuro.

Vantagens para a mãe

Para as mães, amamentar aumenta a proteção contra o desenvolvimento de câncer de mama, de ovário e de útero, reduz as chances de sangramento no útero (quando o bebê é amamentado até uma hora após o parto) e contribui para a recuperação do peso anterior à gravidez de maneira mais rápida e saudável.

Leia também: Gestação: da confirmação à importância do pré-natal

Por quanto tempo devo continuar amamentando a criança?

A amamentação deverá ser exclusiva até os seis meses de vida da criança e complementar após os seis meses, fase em que se deve iniciar a introdução alimentar. Isso ocorre porque, a partir dos seis meses, a criança passa a ter uma tolerância gastrointestinal e capacidade de absorção de nutrientes mais satisfatórias em razão das adaptações fisiológicas do próprio organismo.

Sendo assim, entre os seis e os 12 meses, o leite materno costuma contribuir com aproximadamente metade do fornecimento de energia de que o bebê necessita. Entre os 12 e os 24 meses, essa contribuição passa a ser de 1/3. Desse modo, conclui-se que o leite materno continua sendo uma fonte importante de energia e de nutrientes até o segundo ano de vida do bebê, no caso daquelas mães que conseguem manter o aleitamento prolongado.

Qual o número ideal de mamadas por dia?

Não há um número ideal de mamadas e esse conceito é reforçado tanto pelo Ministério da Saúde quanto pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Sendo assim, a recomendação é de que a criança seja amamentada em horários sem restrições e por quanto tempo desejar. A isso se chama de amamentação por livre demanda. O que se sabe é que, em média, um bebê saudável mama de oito a 12 vezes por dia.

O que devo fazer se não consigo amamentar meu bebê?

A primeira medida é buscar ajuda junto ao seu médico, ao pediatra do bebê ou alguma unidade que trabalhe com banco de leite humano. Em geral, a maior parte das mulheres é capaz de amamentar, mas pode enfrentar dificuldades iniciais, como a posição correta do bebê para o favorecimento da pega, rachaduras ou feridas nos mamilos e inflamações. Por isso, é sempre válido consultar especialistas antes de definir que não é viável manter o aleitamento.

Pessoas com prótese de silicone podem amamentar?

Sim. A mulher pode amamentar normalmente após seis meses de ter colocado a prótese de silicone, pois, em geral, os dutos mamários já estarão adaptados ao implante após esse período. Além disso, a prótese não influencia a capacidade de produção do leite.

O bebê que está recebendo aleitamento exclusivo precisa beber água?

Não. O leite materno é fonte de hidratação para a criança que o recebe de maneira exclusiva, assim como de todos os nutrientes de que necessita.

É seguro amamentar durante a pandemia do novo coronavírus?

Sim. Além de melhorar a imunidade do bebê, não há evidências, até o momento, de que o leite materno possa ser fonte de transmissão do novo coronavírus. Mulheres que tenham testado positivo para a Covid-19, no entanto, devem ter alguns cuidados especiais durante a amamentação, como: lavar bem as mãos antes de iniciar a mamada, com água e sabão; fazer o mesmo procedimento com as mamas (que devem ser lavadas com água); usar máscara e evitar que o bebê toque seu rosto, olhos ou cabelos.

Leia também: Perguntas e respostas sobre o novo coronavírus

Após a mamada, é indicado que o bebê receba os cuidados de higiene, que devem ser feitos por outra pessoa, caso a mãe tenha suspeita ou confirmação da doença, minimizando ao máximo o contato entre a criança e a mãe enquanto ela estiver doente.

Gostou desse artigo? Continue a visita pelo nosso blog.

Já conhece o Saúde a Qualquer Hora? Seja por um telefonema, mensagem ou pelo aplicativo, nossa equipe de profissionais da saúde está à disposição 24 horas por dia para ajudar com orientações em saúde. Clique aqui e conheça nossos planos!

Referências

Saúde da Criança: Aleitamento e Alimentação Complementar; Ministério da Saúde
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf
Entrevista: pediatra explica o que fazer quando não é possível amamentar o bebê; Fiocruz
https://portal.fiocruz.br/noticia/entrevista-pediatra-explica-o-que-fazer-quando-nao-e-possivel-amamentar
Implantes de silicone interferem na amamentação?; Aleitamento
http://www.aleitamento.com/amamentacao/conteudo.asp?cod=1751
Amamentar com segurança durante a pandemia de Covid-19; Unicef
https://www.unicef.org/brazil/amamentar-com-seguranca-durante-pandemia-de-covid-19

Read More
Homem sentado em uma sala de espera, com foco da imagem nas mãos fechadas e pressionadas uma contra a outra em sinal de ansiedade ou estresse.

Como lidar com a ansiedade em momentos de crise?

A ansiedade é uma condição que costuma fazer com que o indivíduo se coloque em ação diante de uma determinada situação. Segundo especialistas, ela é uma condição normal de resposta do organismo a uma condição que pode representar ameaça ou algum tipo de estresse psicológico.

Com essa resposta, o indivíduo passa a experimentar uma série de sensações que surgem em decorrência das alterações físicas do organismo, como maior circulação sanguínea, o que eleva os batimentos cardíacos, por exemplo. Apesar desse estímulo ser natural, em algumas situações, pode provocar justamente o efeito contrário – paralisar o indivíduo no lugar de colocá-lo em ação. E é isso que se configura um problema.

Compreendendo os transtornos de ansiedade

Os transtornos de ansiedade costumam provocar sintomas muito mais intensos do que quando nos sentimos ansiosos por situações do dia a dia. Em geral, eles passam a ser considerados transtornos quando o indivíduo passa a:

  • Sentir-se ansioso sem razão aparente;
  • Ter a sensação de ansiedade de maneira frequente;
  • Experimentar a ansiedade de maneira intensa e duradoura, interferindo nas atividades diárias.

Quando isso ocorre, de acordo com o Ministério da Saúde, é costume aparecerem sinais como:

  • Preocupações, tensões e medos exagerados;
  • Sensação contínua de desastre ou de que algo muito ruim pode ocorrer;
  • Preocupações exageradas com família, trabalho, saúde etc.;
  • Falta de controle sobre pensamentos negativos que se repetem.

Além disso, a pessoa pode experimentar sensações físicas e psicológicas, as chamadas crises de ansiedade, que envolvem:

  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Sudorese;
  • Formigamento;
  • Tontura;
  • Boca seca;
  • Visão turva ou embaçada;
  • Falta de ar;
  • Tremor nas mãos ou nas pernas;
  • Sensação de morte ou tragédia.

Uma vez que o indivíduo passa a experimentar tais situações de maneira descontrolada, é essencial que ele busque ajuda médica para entender que tipo de transtorno pode ter desenvolvido e receba tratamento adequado.

Entre os transtornos de ansiedade mais comuns estão: transtorno de ansiedade generalizada (TAG), ataques de pânico ou transtorno/síndrome do pânico, fobias, transtorno de estresse agudo (TEA) ou transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Leia também: Você tem insônia? Entenda tudo sobre essa condição e saiba como combatê-la

Quais as causas do desenvolvimento dos transtornos de ansiedade?

As causas para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade podem ser diversas. As questões podem envolver hereditariedade, medo de exposição, doenças físicas e até mesmo o uso de drogas, álcool ou medicamentos.

No entanto, tão importante quanto compreender a causa da ansiedade é buscar o diagnóstico adequado. Para isso, o profissional costuma avaliar se existem outras doenças que podem estar provocando ansiedade, se o quadro é duradouro ou impede a realização de atividades, realiza exame físico e solicita análises laboratoriais.

Como funciona o tratamento

O tratamento para transtorno de ansiedade costuma ser multidisciplinar e é indicado caso a caso, conforme a manifestação de cada paciente e resposta à abordagem. Em geral, pode envolver:

  • Consultas ao psiquiatra;
  • Acompanhamento psicológico/psicoterapia;
  • Uso de medicamentos.
Como lidar com a ansiedade em situações de crise

Agora que já esclarecemos os principais pontos sobre as manifestações de ansiedade, vamos avaliar como lidar com as questões principalmente em situações que exigem demais da gente:

  1. Ao sentir que os sinais de estresse e ansiedade estão se agravando, lembre-se de que é comum se sentir ansioso diante de momentos incertos e tente reduzir as preocupações;
  2. Reserve um tempo para relaxar e avaliar como as emoções estão afetando você;
  3. Se puder identificar quais fatores deixam você ansioso, encontre mecanismos para lidar com eles ou, se possível, evite se expôr a eles;
  4. Use práticas de respiração para controlar a ansiedade — respire de forma lenta e constante, puxando o ar pelo nariz e soltando lentamente pela boca;
  5. Tente relaxar os músculos fazendo sessões de alongamento;
  6. Lembre-se de incluir a atividade física na sua rotina, pois isso ajuda a reduzir a tensão e a ansiedade.

Já conhece o Saúde a Qualquer Hora? Seja por um telefonema, mensagem pelo WhatsApp ou pelo aplicativo, nossa equipe de profissionais da saúde está à disposição 24 horas por dia para ajudar com orientações em saúde. Clique aqui e conheça nossos planos!


Referências
Ansiedade, Biblioteca Virtual em Saúde
Considerações gerais sobre transtornos de ansiedade; Manual MSD
Crise de ansiedade: sintomas, causas, tratamento, tem cura?; Piscologia Viva

Read More
  • 1
  • 2
Close Bitnami banner
Bitnami