Hipertensão e hipotensão: você sabe como agir?

“Estou com hipertensão, o que devo fazer?”
“Sinto que minha pressão caiu. Posso colocar sal na língua?”
“Minha pressão está baixa e minha vista, escura. Isso é normal?”

Quem nunca teve um episódio de hipertensão ou hipotensão arterial? Difícil dizer que ninguém jamais sofreu disso, certo? E, embora muita gente saiba que a pressão arterial considerada normal seja a famosa 12×8 (120 x 80mmHg), não é incomum ficar sem saber o que fazer quando há alguma alteração e o mal-estar aparece.

É essa falta de esclarecimento, inclusive, que faz com que dúvidas em torno da pressão arterial estejam entre os principais motivos de contato com os profissionais da nossa equipe de Teleorientação.

Diferenças entre hipertensão e hipotensão
 Hipertensão

Conhecida popularmente como “pressão alta”. Ocorre quando a pressão arterial sistólica, caracterizada pela pressão que o sangue faz ao ser bombeado pelas artérias do coração para o resto do corpo, é superior a 130mmHg. A pressão arterial diastólica (que indica o repouso do coração entre uma batida e outra), por sua vez, está acima de 90mmHg.

Considerada silenciosa, segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, a hipertensão manifesta sintomas quando se eleva de forma abrupta. Entre os sintomas estão:

  • Dores no peito;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Zumbido no ouvido;
  • Fraqueza;
  • Visão embaçada;
  • Sangramento nasal.

Quando não é hereditária, a hipertensão ocorre em razão de influências do estilo de vida, como por exemplo:

  • Consumo excessivo de sal;
  • Tabagismo;
  • Estresse;
  • Obesidade;
  • Diabetes;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Sedentarismo;
  • Sono inadequado.

Leia também: Você tem insônia? Entenda tudo sobre essa condição e saiba como combatê-la

Hipotensão

Ocorre quando a pressão arterial encontra-se abaixo de 90x60mmHg. No entanto, vale ressaltar que a pressão baixa não é necessariamente um problema e é comum que alguns indivíduos não apresentem mal-estar.

Por outro lado, quando a hipotensão arterial traz com ela sintomas associados, é preciso acompanhar e tratar a condição. Entre esses sinais estão:

  • Fraqueza;
  • Sonolência;
  • Dificuldade de raciocínio;
  • Tontura;
  • Suor frio;
  • Pele úmida e fria;
  • Formigamento das mãos;
  • Taquicardia;
  • Náusea e vômito;
  • Câimbras;
  • Redução da consciência.

Para saber se a queda de pressão arterial representa algum risco para o paciente, é importante entender o contexto e histórico clínico. Por exemplo, não é incomum que pessoas que tenham feito atividade intensa sob forte calor apresentem esse tipo de mal-estar mesmo sendo saudáveis.

Em outros casos, no entanto, a hipotensão pode ser sinal de um risco maior, como por exemplo:

  • Sepse;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Infarto;
  • Cirrose hepática;
  • Desidratação;
  • Hemorragia;
  • Reação alérgica severa;
  • Hipoglicemia;
  • Choque térmico;
  • Excesso de medicação anti-hipertensiva.

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Cuidados com a hipertensão e a hipotensão

O ideal é que toda pessoa faça o acompanhamento regular da pressão arterial, com aferição médica anual, ainda que seja saudável. Nos casos em que há diagnóstico de hipertensão ou hipotensão, é necessário fazer acompanhamento específico individual e seguir as recomendações médicas.

No entanto, alguns cuidados gerais podem ser seguidos em casos emergenciais. Veja a seguir:

  1. Em situações de crise hipertensiva ou hipotensiva, mantenha repouso;
  2. Aumente a ingestão de água, pois ela ajuda a normalizar a pressão arterial;
  3. Jamais coloque sal embaixo da língua, ainda que desconfie de pressão baixa;
  4. Tenha em mente que o sal não tem efeito imediato e pode causar um pico hipertensivo depois que a pressão se normalizar;
  5. Caso já faça tratamento, jamais interrompa o uso de medicamento sem orientação médica, mesmo que esteja se sentido bem;
  6. Nunca utilize medicamentos de outra pessoa ou ofereça seus medicamentos a quem esteja com algum mal-estar;
  7. Em situações em que a alteração da pressão arterial for acompanhada de sintomas muito intensos, vale buscar ajuda profissional e, eventualmente, se dirigir ao serviço de emergência.
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Mãe e filho adolescente, em casa, em situação em que está febril e tiram dúvidas, com auxílio de um tablet, sobre saúde.

O que é jornada do paciente e qual importância?

Já ouviu falar em jornada do paciente? Antes de detalhar tudo o que ocorre nesse processo com o paciente, é preciso compreender que o conceito de jornada se aplica aqui como um conjunto de fatores que contribuirão para que o paciente alcance aquilo de que precisa.

Sendo assim, a jornada do paciente é uma experiência que se dá desde o surgimento de algum sintoma ou dúvida e o leva a uma consulta, passando pela avaliação de um profissional de saúde, pelo registro de suas queixas e pelo acompanhamento no pós-consulta.

Isso significa que a questão envolve algo que vai muito além do atendimento no consultório médico, ou consulta por videoconferência, mas também um suporte que pode ser dado antes ou depois dessa consulta, favorecendo ações preventivas em saúde.

Por que a jornada do paciente é importante?

Não é incomum que, ao percebermos qualquer sintoma de mal-estar, busquemos alguma resposta rápida na internet. Prova disso são dados do Google que indicam que cerca de 70 mil buscas relacionadas à saúde sejam realizadas na plataforma por minuto. O problema disso, no entanto, está no fato de que muitas das respostas obtidas estão erradas. Segundo estudo feito pela Edith Cowan University, da Austrália, os resultados obtidos são assertivos apenas 1/3 das vezes.

Não à toa, o setor de saúde tem investido, amparado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em oferta de serviços de teleorientação que sejam capazes de dar suporte ao paciente em toda a sua jornada. Isso significa ter acesso a profissionais que possam traçar o perfil do paciente, de acordo com sua demanda, fazer o registro de sua queixa ou dúvida e direcioná-lo ao profissional apropriado. Entenda melhor como funciona!

Veja também: Teleorientação e teleconsulta: qual a diferença

Traçando a jornada!

Ao sentir que algo não vai bem, o paciente busca ajuda para compreender o que aquele sintoma pode representar e o que deve ser feito a partir dali.

Nesses casos, os serviços de teleorientação, via telefone ou aplicativo, são bons pontos de contato, pois disponibilizam profissionais capacitados a exercer a triagem e encaminhar o paciente para outros profissionais, se for o caso, como nutricionista, orientador esportivo, psicólogo ou até mesmo um médico, dependendo da queixa.

Nesse momento, é levantado o perfil e histórico de saúde do paciente e registrada também a sua queixa ou dúvida. Desse modo, em um contato seguinte, tudo o que foi relatado pode ser consultado pelo profissional que der continuidade ao atendimento, melhorando a experiência do paciente.

É importante ressaltar que, por se tratar de uma jornada, o paciente passa por etapas como:

  • Atendimento inicial e orientação primária;
  • Encaminhamento para profissional adequado, se for o caso;
  • Consulta, se for o caso;
  • Pós-consulta;
  • Monitoramento da condição de saúde.

Vale ressaltar que os serviços de teleorientação também contribuem para a jornada do paciente que busca mais qualidade de vida e prevenção em saúde, já que oferecem indicações do que pode ser feito para melhorar questões como: alimentação, prática de atividade física, regulação do sono, controle do estresse, uso adequado de medicamentos etc.

Leia também: Você tem insônia? Entenda tudo sobre essa condição e saiba como combatê-la

Isso significa dizer que, além de melhorar a experiência de quem usa o serviço, a jornada do paciente contribui também para que o paciente se engaje em um processo de autogestão da própria saúde, o que pode lhe garantir mais longevidade.

Quer saber mais sobre serviços que podem ajudá-lo a ter todo o seu histórico em saúde e receber orientações sempre que precisa? Encontre um plano que melhor se adeque ao seu perfil. Basta um clique aqui.

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Mulher negra segurando um termômetro em uma das mãos, com bebê no colo, na sala de casa, fazendo uma consulta médica via tablet

Teleorientação e teleconsulta: qual a diferença?

Com as medidas adotadas para conter o avanço do novo coronavírus, nunca se falou tanto em teleorientação e teleconsulta. A telemedicina, por sinal, é outra prática que vinha sendo constantemente debatida a fim de que tivesse um uso ético.

Com o reconhecimento da telemedicina por parte do Conselho Federal de Medicina (CFM) durante o contexto da pandemia de Covid-19, a relação médico-paciente mudou, tornando realidade tanto a teleorientação quanto a teleconsulta.

Veja também: O coronavírus se espalha facilmente por meio de superfícies?

Sendo assim, vale compreender as principais diferenças entre as duas modalidades.

Teleorientação: como funciona?

A teleorientação tem como principal característica, como o próprio nome diz, orientar o paciente na prevenção e no tratamento, indicado previamente, de doenças.

Esse acompanhamento ocorre, comumente, por telefone e pode ser feito por enfermeiras ou médicos.

A teleorientação, no entanto, não substitui a consulta médica e o atendimento hospitalar, em casos de urgência. Isso porque não são feitos diagnósticos, receituários ou indicações de tratamentos por esse meio.

Como é o serviço de teleconsulta?

Diferente do que ocorre no serviço de teleorientação, a teleconsulta prevê o diagnóstico, a indicação de tratamento e a prescrição de medicamentos ou exames, se for o caso.

Para isso, há o agendamento da teleconsulta, como se fosse uma consulta comum, com o diferencial de, nesse caso, ser feito via Internet, telefone ou WhatsApp. No momento do atendimento, é disponibilizada uma sala para que ocorra a videoconferência, com sigilo total entre o paciente e o profissional.

Em geral, pode-se atender a queixas que vão desde alergias até sintomas como desconforto abdominal ou síndromes gripais. O receituário também é emitido de maneira eletrônica e aceito normalmente nas farmácias ou laboratórios.

Como funciona a prescrição?

A prescrição eletrônica foi liberada em função da atuação conjunta do CFM com o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e do Instituto Nacional da Tecnologia da Informação (ITI). A partir dessa iniciativa, é possível viabilizar tanto prescrições quanto atestados médicos, que são assinados com certificado digital ICP-Brasil.

Gostou desse artigo? Ainda tem dúvidas sobre como ter acesso a Teleconsulta ou Teleorientação, veja mais na FAQ que elaboramos sobre o tema.


Referências:

Telemedicina: uma solução para atendimento à distância em tempos de coronavírus; Saúde da Saúde
https://saudedasaude.anahp.com.br/telemedicina-uma-solucao-para-atendimento-a-distancia-em-tempos-de-coronavirus/

Prescrição eletrônica; CFM
https://prescricaoeletronica.cfm.org.br/

FAQ – Saúde a Qualquer Hora
http://52.2.115.117/faq

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