Pessoas comemorando o Natal usando máscara de proteção contra a Covid-19 e evitando ansiedade de fim de ano

Ansiedade de fim de ano pode se agravar com a pandemia

Aflição, angústia, perturbação do espírito causada pela incerteza, relação com qualquer contexto de perigo: essas são algumas definições para ansiedade. Quando pensamos no nosso dia a dia, podemos entender a ansiedade como um fenômeno que ora nos beneficia ora nos prejudica, dependendo das circunstâncias ou intensidade.

Quando um ano tão desafiador como este vai chegando ao fim, pode-se dizer que a ansiedade ganha proporções maiores. Além da correria típica do período antes das férias, tem as festas de fim de ano e as preocupações com a pandemia. Afinal, mesmo que o clima seja típico de comemoração, o risco de se contaminar com o novo coronavírus ainda existe e é preciso ficar atento. Por isso, a ansiedade de fim de ano em 2020 pode ser algo ainda mais desafiador.

Veja a seguir as recomendações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, para proteger a sua saúde e a da sua família nesta época do ano.

Leia mais: Como lidar com a ansiedade em momentos de crise?

Como se proteger da Covid-19 nas festas de fim de ano

Como mencionamos, a epidemia da Covid-19 ainda não está sob controle e é preciso tomar cuidado para que as reuniões familiares não levem a um aumento de casos da doença. As orientações elaboradoras pelo CDC têm o objetivo de complementar (e não substituir) quaisquer leis, regras e regulamentos nacionais, estaduais ou locais de saúde e segurança. Portanto, considere também o que está sendo orientado pelas autoridades e profissionais de saúde de onde você mora.

Veja a seguir as principais orientações do órgão americano para as festas de fim de ano:

  • Famílias devem evitar viagens e comemorações com pessoas de outras residências. Segundo o CDC, quanto mais gente na festa, maiores as chances de transmissão do novo coronavírus. Não exceda a lista de convidados. O ideal é que se reúnam, no máximo, 10 pessoas e que elas morem na mesma casa, de preferência;
  • Para reduzir as formas de contágio, deve-se optar por espaços ao ar livre, orientar os presentes para manter distanciamento uns dos outros e atentar para o horário de término. Quanto antes a festa acabar, menor o risco;
  • Sobre a ceia, a orientação é para que o acesso ao local onde será preparada a comida seja limitado e somente uma pessoa manuseie e sirva a comida para todos, sempre usando máscara. Lavar as mãos antes e após a refeição também é necessário, e todos devem seguir essa medida de higiene e proteção;
  • Todos os participantes devem ter cuidado ao guardar suas máscaras enquanto comem e bebem. O recomendado é manter a máscara em um saco seco e respirável (como um saco de papel ou tecido de malha) para evitar a contaminação entre os usos.

Saiba mais sobre como uma simples reunião familiar pode trazer riscos de contaminação pelo novo coronavírus.

Leia mais: O coronavírus se espalha facilmente por meio de superfícies?

Fatores que favorecem o contágio da Covid-19 em festas

Antes de organizar a festa, vale considerar os apontamentos do CDC sobre como e por que uma reunião de pessoas pode aumentar o risco de você e sua família sofrerem com a Covid-19:

  • Níveis elevados de Covid-19 no local — a família e os amigos devem considerar o número de casos da doença em sua comunidade ou na comunidade onde planejam se reunir para comemorar as festas de fim de ano;
  • Exposição durante a viagem — aeroportos, transporte público, postos de gasolina e paradas de descanso podem ser lugares de exposição ao vírus para quem tem planos de deixar a cidade. Portanto, o ideal é não se deslocar;
  • Local da reunião — reuniões internas, especialmente aquelas em espaço com pouca ventilação, representam mais risco do que reuniões ao ar livre. Se tiver que juntar algumas pessoas, considere esse fator antes de determinar o local da festa;
  • Duração da reunião — reuniões que duram mais representam maior risco do que reuniões curtas. Portanto, considere encerrar a comemoração mais cedo do que de costume e, se possível, não sirva álcool. Seu uso pode fazer com que as pessoas se descuidem das medidas de proteção contra o novo coronavírus;
  • Comportamentos dos participantes antes do encontro — indivíduos que não aderiram de forma consistente ao distanciamento social, uso de máscara, lavagem das mãos e outros comportamentos de prevenção representam mais risco. Faça com que todos os presentes estejam conscientes dessa necessidade para o bem de todo mundo;
  • Importante — pessoas com suspeitas, sintomas ou diagnosticadas com Covid-19 não devem sair de casa. Pessoas com maior risco de doenças graves e idosos também devem ser mais protegidos do que os demais. Considere também uma reunião digital para que todos possam se ver e conversar em segurança.

Diante de tantas exigências, é normal sentir os níveis de ansiedade subirem. Mas como saber que essa sensação é algo momentâneo, típica de fim de ano, ou uma questão que está, de fato, afetando sua saúde mental?

Vamos falar sobre isso a seguir.

Leia mais: Teleorientação e teleconsulta: qual a diferença?

Como saber que ansiedade é um problema para sua saúde

De acordo com o Ministério da Saúde, os transtornos de ansiedade são doenças relacionadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida. Se, por um lado, essa sensação é boa porque estimula a pessoa a entrar em ação, em excesso, faz exatamente o contrário, fazendo com que ela se sinta imobilizada.

Os transtornos da ansiedade têm sintomas muito mais intensos do que aquela ansiedade normal do dia a dia. Eles aparecem como:

  • Preocupações, tensões ou medos exagerados (a pessoa não consegue relaxar);
  • Sensação contínua de que um desastre ou algo muito ruim vai acontecer;
  • Preocupações exageradas com saúde, dinheiro, família ou trabalho;
  • Medo extremo de algum objeto ou situação em particular;
  • Medo exagerado de ser humilhado publicamente;
  • Falta de controle sobre os pensamentos, imagens ou atitudes, que se repetem independentemente da vontade;
  • Pavor depois de uma situação muito difícil.

Para o tratamento, em geral, são recomendados medicamentos (sempre com acompanhamento e receita médica) e/ou psicoterapia com psicólogo ou com médico psiquiatra. A maior parte das pessoas que sofre com ansiedade se sente melhor quando as duas condutas são combinadas. Mas quem vai dizer isso é sempre um especialista, de acordo com cada caso.

Não se esqueça que o diagnóstico precoce e preciso, um tratamento eficaz e o acompanhamento por um prazo longo são imprescindíveis para se obter bons resultados contra a ansiedade, protegendo sua saúde física e mental. Se você se identifica com o quadro ou percebe que as obrigações de fim de ano estão sobrecarregando suas emoções além do normal, procure nossa equipe de teleorientação.

Se você ainda não conhece a opção de serviço com equipe multidisciplinar, incluindo psicólogos que podem ajudar você com os sintomas de ansiedade, clique para conhecer.

Referências:

Ansiedade, Biblioteca de Saúde – Ministério da Saúde

Holiday Celebrations and Small Gatherings – Center for Disease Control and Prevention

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Homem sentado em uma sala de espera, com foco da imagem nas mãos fechadas e pressionadas uma contra a outra em sinal de ansiedade ou estresse.

Como lidar com a ansiedade em momentos de crise?

A ansiedade é uma condição que costuma fazer com que o indivíduo se coloque em ação diante de uma determinada situação. Segundo especialistas, ela é uma condição normal de resposta do organismo a uma condição que pode representar ameaça ou algum tipo de estresse psicológico.

Com essa resposta, o indivíduo passa a experimentar uma série de sensações que surgem em decorrência das alterações físicas do organismo, como maior circulação sanguínea, o que eleva os batimentos cardíacos, por exemplo. Apesar desse estímulo ser natural, em algumas situações, pode provocar justamente o efeito contrário – paralisar o indivíduo no lugar de colocá-lo em ação. E é isso que se configura um problema.

Compreendendo os transtornos de ansiedade

Os transtornos de ansiedade costumam provocar sintomas muito mais intensos do que quando nos sentimos ansiosos por situações do dia a dia. Em geral, eles passam a ser considerados transtornos quando o indivíduo passa a:

  • Sentir-se ansioso sem razão aparente;
  • Ter a sensação de ansiedade de maneira frequente;
  • Experimentar a ansiedade de maneira intensa e duradoura, interferindo nas atividades diárias.

Quando isso ocorre, de acordo com o Ministério da Saúde, é costume aparecerem sinais como:

  • Preocupações, tensões e medos exagerados;
  • Sensação contínua de desastre ou de que algo muito ruim pode ocorrer;
  • Preocupações exageradas com família, trabalho, saúde etc.;
  • Falta de controle sobre pensamentos negativos que se repetem.

Além disso, a pessoa pode experimentar sensações físicas e psicológicas, as chamadas crises de ansiedade, que envolvem:

  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Sudorese;
  • Formigamento;
  • Tontura;
  • Boca seca;
  • Visão turva ou embaçada;
  • Falta de ar;
  • Tremor nas mãos ou nas pernas;
  • Sensação de morte ou tragédia.

Uma vez que o indivíduo passa a experimentar tais situações de maneira descontrolada, é essencial que ele busque ajuda médica para entender que tipo de transtorno pode ter desenvolvido e receba tratamento adequado.

Entre os transtornos de ansiedade mais comuns estão: transtorno de ansiedade generalizada (TAG), ataques de pânico ou transtorno/síndrome do pânico, fobias, transtorno de estresse agudo (TEA) ou transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Leia também: Você tem insônia? Entenda tudo sobre essa condição e saiba como combatê-la

Quais as causas do desenvolvimento dos transtornos de ansiedade?

As causas para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade podem ser diversas. As questões podem envolver hereditariedade, medo de exposição, doenças físicas e até mesmo o uso de drogas, álcool ou medicamentos.

No entanto, tão importante quanto compreender a causa da ansiedade é buscar o diagnóstico adequado. Para isso, o profissional costuma avaliar se existem outras doenças que podem estar provocando ansiedade, se o quadro é duradouro ou impede a realização de atividades, realiza exame físico e solicita análises laboratoriais.

Como funciona o tratamento

O tratamento para transtorno de ansiedade costuma ser multidisciplinar e é indicado caso a caso, conforme a manifestação de cada paciente e resposta à abordagem. Em geral, pode envolver:

  • Consultas ao psiquiatra;
  • Acompanhamento psicológico/psicoterapia;
  • Uso de medicamentos.
Como lidar com a ansiedade em situações de crise

Agora que já esclarecemos os principais pontos sobre as manifestações de ansiedade, vamos avaliar como lidar com as questões principalmente em situações que exigem demais da gente:

  1. Ao sentir que os sinais de estresse e ansiedade estão se agravando, lembre-se de que é comum se sentir ansioso diante de momentos incertos e tente reduzir as preocupações;
  2. Reserve um tempo para relaxar e avaliar como as emoções estão afetando você;
  3. Se puder identificar quais fatores deixam você ansioso, encontre mecanismos para lidar com eles ou, se possível, evite se expôr a eles;
  4. Use práticas de respiração para controlar a ansiedade — respire de forma lenta e constante, puxando o ar pelo nariz e soltando lentamente pela boca;
  5. Tente relaxar os músculos fazendo sessões de alongamento;
  6. Lembre-se de incluir a atividade física na sua rotina, pois isso ajuda a reduzir a tensão e a ansiedade.

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Referências
Ansiedade, Biblioteca Virtual em Saúde
Considerações gerais sobre transtornos de ansiedade; Manual MSD
Crise de ansiedade: sintomas, causas, tratamento, tem cura?; Piscologia Viva

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O coronavírus se espalha facilmente por meio de superfícies?

O CDC (Centro de Controle de Doenças) dos Estados Unidos foi um dos primeiros a trazer à tona a possibilidade de transmissão do novo coronavírus por meio de superfícies como papelão, metais etc. No entanto, algumas mudanças no site da entidade, feitas em razão das revisões frequentes do que se sabe sobre a doença, geraram confusão na cabeça de muita gente.

Desde maio, o site passou a informar que “é possível que uma pessoa tenha Covid-19 por ter tocado alguma superfície ou objeto que tivesse o vírus e então tocado a própria boca, nariz ou olhos. Não se acredita que essa seja principal maneira como o vírus se espalha, mas ainda estamos aprendendo mais sobre como esse vírus se espalha.”

A afirmação provocou interpretações que levaram algumas pessoas a acreditarem que superfícies contaminadas são incapazes de transmitir o novo vírus, o que é um equívoco segundo o CDC. A revisão só indica que o risco de transmissão, possivelmente, é mais baixo.

Leia também: Perguntas e respostas sobre o novo coronavírus

Saiba mais sobre os níveis de risco de transmissão da doença, segundo o CDC
  • Superfícies – baixo risco de transmissão
  • Atividades em áreas externas –  baixo risco de transmissão
  • Reuniões em espaços fechados (escritórios, igrejas, cinema etc) –  risco muito alto de transmissão
  • Conversar com alguém face a face (com máscara) – baixo risco de transmissão, caso a duração do contato seja inferior a 4 minutos*
  • Alguém que passe por você correndo, pedalando ou caminhando – baixo risco de transmissão
  • Festas e casamentos – risco muito alto de transmissão
  • Conferências, concertos – risco muito alto de transmissão

*estudos indicam que quanto menor o tempo de exposição ao novo coronavírus menor a chance de contaminação

Contaminação de pessoa para pessoa continua a ser a mais fácil e recorrente

Embora as informações sobre o novo coronavírus sejam atualizadas com frequência por se tratar de uma nova doença, sabe-se que a contaminação entre pessoas é a mais comum e ocorre de maneira bastante fácil.

Segundo os especialistas, em geral, quanto mais tempo uma pessoa contaminada interage com outra, maior o risco de propagação da doença.

Leia também: Diabetes em tempos de Covid-19

Mantenha o alerta para proteção
  • Mantenha o distanciamento social sempre que tiver que sair. O recomendado é de pelo menos 1,5 m;
  • Lave suas mãos com frequência, usando água e sabão. Na impossibilidade de lavá-las, use álcool em gel 70% para higienizá-las;
  • Mantenha a rotina de limpar e desinfetar superfícies e objetos;
  • Cubra sua boca e nariz usando a parte interna do braço quando precisar tossir ou espirrar.

Proteja a si mesmo e aos outros!

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Jovem negra, grávida, em casa. Ela aparece confortavelmente em um sofá enquanto interage, sorridente, com alguém por um tablet.

Gestação: da confirmação à importância do pré-natal

Para muitas mulheres, a gravidez é um evento planejado e aguardado, e é ideal que seja assim. Pois, a partir dessa preparação para a gestação, a mulher consegue fazer uma série de exames que indicarão se há eventuais condições que podem implicar em riscos para a saúde dela ou do bebê.

No entanto, isso nem sempre acontece. Em algumas situações, a gravidez ocorre de maneira inesperada, fazendo com que a futura mãe tenha que ir se preparando para o parto e para a maternidade na medida em que a gravidez avança.

Independentemente da forma como isso ocorre, é importante que, a partir da confirmação da fecundação do óvulo pelo espermatozoide, ou seja, da gravidez, a mãe passe a ser acompanhada por um especialista que fará todo o seu pré-natal.

Sinais comuns da gravidez e confirmação

Além do atraso menstrual, algumas mulheres podem notar os seguintes sintomas:

  • Aumento dos seios;
  • Náuseas;
  • Aumento do sono;
  • Aumento do apetite;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Maior sensação de cansaço.

Quando isso ocorre, é comum que grande parte das mulheres recorra a um teste rápido de farmácia para verificar a possibilidade de gravidez.

Em situações em que o resultado é positivo, a medida mais recomendada é buscar o serviço de saúde para realização de um teste para confirmação. Ele pode ser feito tanto por meio da coleta de urina quanto de sangue e verifica o hormônio beta hCG (ou BhCG) produzido pelo corpo a partir da fecundação do óvulo.

Importância do pré-natal durante as fases da gravidez

Uma vez que a gravidez foi confirmada, é necessário fazer o acompanhamento. Aliás, em casos em que a gravidez é planejada, como já dito antes, o aconselhável é que se tenha acompanhamento até mesmo antes da fecundação, a fim de garantir as condições de saúde ideal da mãe para a chegada do bebê.

Esse acompanhamento, chamado de pré-natal, tem a finalidade de verificar se o embrião está crescendo no local correto (dentro do útero), o tipo de gravidez (se é única ou de gêmeos, trigêmeos etc.), o risco gestacional e a possibilidade do desenvolvimento de complicações como diabetes, hipertensão ou sangramentos.

O ideal é que ele seja feito até antes do parto, com consultas que vão ficando mais frequentes de acordo com a proximidade do nascimento do bebê. Ou seja, mensalmente, até a 28ª semana; quinzenalmente, da 28ª até a 36ª semana; semanalmente, até o nascimento.

Além disso, a cada fase de desenvolvimento do bebê, a mãe é orientada a fazer exames, reforçar a imunização por meio de vacinas e seguir recomendações que farão com que o momento do parto seja mais tranquilo.

Entre as vantagens do pré-natal estão:
  • Identificar doenças que já estejam presentes no organismo da mãe de forma silenciosa;
  • Tratar problemas que possam causar prejuízos à mãe ou ao bebê;
  • Detectar malformações ainda durante a gestação;
  • Verificar o crescimento adequado do bebê e desenvolvimento da placenta;
  • Averiguar a existência de hemorragias;
  • Identificar precocemente a pré-eclâmpsia decorrente de hipertensão.
Gravidez em tempos de pandemia

Em razão do momento de pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, a recomendação é de que, sempre que possível, as consultas sejam feitas por meio da telemedicina ou que as gestantes participem de programas de acompanhamento de assistência por telefone. A orientação é confirmada pela presidente da Confederação Internacional das Parteiras, Franka Cadée, em entrevista ao site da Unicef.

No Brasil, também estão orientadas as consultas domiciliares para gestantes, puérperas e recém-nascidos ou o agendamento de consultas em horários especiais ou locais diferenciados.

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A imagem mostra um aparelho medidor de glicose, acompanhado de uma lanceta em destaque, com verduras e legumes ao fundo.

Diabetes em tempos de Covid-19: quais são as recomendações?

Num esforço coletivo com outras organizações de saúde do mundo, a Sociedade Brasileira de Diabetes tem se dedicado a esclarecer informações importantes sobre o cuidado que pessoas portadoras de diabetes devem ter diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Como se sabe, pessoas com comorbidades, como o diabetes, são mais suscetíveis a apresentarem complicações ao desenvolverem a Covid-19. Sendo assim, aqui você vai encontrar informações relevantes sobre as duas doenças e como se manter protegido. Continue a leitura!

O que é diabetes mellitus

O diabetes é uma doença provocada pela falta de produção suficiente ou pela má absorção da insulina produzida pelo organismo. Essa insulina, por sua vez, é o hormônio que tem a função de regular a glicose. Uma vez que essa produção ou absorção fica afetada, há um prejuízo ao organismo, já que a glicose deixa de entrar nas células para produzir energia.

Nessa condição, ela fica em excesso no sangue, provocando o que conhecemos como diabetes, que se dividem em dois tipos:

Tipo 1 tem característica hereditária e, normalmente, se manifesta ainda na infância ou na adolescência. Exige, em geral, o uso diário de insulina ou outros medicamentos para regular as taxas de glicemia (quantidade de glicose/açúcar) no sangue;

Tipo 2 – a causa desse tipo de diabetes está mais relacionada a hábitos alimentares inadequados e sedentarismo, ou seja, estilo de vida. Ela ocorre quando a insulina produzida pelo corpo não é eficiente para levar a glicose até as células.

Diabetes: uma doença silenciosa

Dificilmente a pessoa desenvolve sintomas que possam alertar para a existência do diabetes. Por isso, é importante fazer aferições (popularmente chamadas de medições) constantes para verificar os níveis de açúcar no sangue, que devem ficar entre 70 e 100mg/dL.

Em alguns casos, no entanto, pode haver manifestações de sinais que indicam o desenvolvimento da doença. São eles: fome frequente, sede constante, vontade de urinar várias vezes ao dia, fraqueza e feridas que demoram a cicatrizar.

Tratamento e controle são fundamentais

Manter o controle dos níveis de diabetes para evitar a hiperglicemia (quando os níveis glicêmicos estão acima de 100mg/dL em jejum ou acima de 140mg/dL duas horas após as refeições) ou a hipoglicemia (abaixo de 70mg/dL) é fundamental. A medida é essencial para evitar complicações da própria doença e, nos tempos atuais, pode ser um diferencial para evitar um agravamento, caso o portador de diabetes seja contaminado pelo novo coronavírus.

Mudanças no estilo de vida ajudam no controle

A prática de hábitos saudáveis contribui tanto com o controle quanto com a prevenção do diabetes. Conheça alguns deles:

  • Consumo diário de verduras, legumes e frutas;
  • Redução do consumo de gorduras, sal e açúcares;
  • Prática regular de atividades físicas;
  • Controle do peso corporal adequado;
  • Abandono do tabagismo (cigarro comum, eletrônico, charuto, narguile etc.).

Veja mais: Como aumentar a imunidade e se proteger durante a pandemia?

Complicações do diabetes

Fazem parte da lista de complicações do diabetes:

  • Neuropatia diabética – doença que afeta os nervos;
  • Problemas arteriais – que acabam provocando amputações;
  • Doença renal – provocada pela perda da capacidade dos rins de fazer a filtragem adequada;
  • Pé diabético – dificuldade de cicatrização de feridas;
  • Problemas nos olhos – os mais comuns costumam ser glaucoma, catarata e retinopatia diabética.

 

Por que as pessoas com diabetes têm mais chances de evoluir para quadros graves da Covid-19?

Isso ocorre porque, na maior parte das vezes, há um histórico de mau controle da doença e a presença de doenças concomitantes, especialmente em idosos. Sendo assim, a Sociedade Brasileira de Diabetes orienta que aqueles que apresentarem sintomas respiratórios da Covid-19 (com tosse, na maior parte das vezes), febre e desconforto para respirar, procurem o serviço de saúde mais próximo ou agende uma teleconsulta, se possível.

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Qual a diferença entre distanciamento social, isolamento e lockdown?

O distanciamento social prevê a redução de interação entre as pessoas de maneira presencial, de modo que a transmissão de pessoa para pessoa possa ser barrada. Dessa forma, todos os serviços não essenciais são fechados ou cancelados a fim de evitar a aglomeração de pessoas.

Isolamento é uma medida que visa separar pessoas doentes daquelas que estejam saudáveis ou sem sinais de sintomas da doença. Ele pode ocorrer tanto em ambiente domiciliar quanto hospitalar.

Já o lockdown (bloqueio total) é adotado quando as medidas de distanciamento social e isolamento não são suficientes para conter a disseminação do vírus. Desse modo, há um isolamento completo de determinada área e ninguém tem permissão para entrar ou sair do perímetro isolado, exceto em situações que precisem comprar mantimentos ou medicamentos

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Como aumentar a imunidade e se proteger durante a pandemia?

Se ter um organismo resistente e com sistema imunológico forte já é importante no dia a dia, em tempos de pandemia isso deve receber ainda mais atenção.

 

O que é sistema imunológico?

O sistema imunológico é aquele que atua para proteger o corpo contra invasoresque possam enfraquecê-lo. Entre eles estão: microrganismos como germes, bactérias, vírus e fungos, parasitas, células cancerígenas e órgãos e tecidos transplantados.

No momento que vivemos, quando estamos expostos à contaminação por um vírus que ainda não é completamente conhecido pelos cientistas, manter o sistema imunológico fortalecido é tão importante quanto se proteger da doença (lavando bem as mãos e evitando ao máximo sair de casa).

Veja mais: Conheça alguns cuidados para evitar o coronavírus

 

Como fortalecer o sistema imunológico?

Manter um estilo de vida saudável, com a inclusão de práticas de atividades físicas na rotina, bons hábitos de higiene, boa qualidade do sono e alimentação balanceada é de extrema importância. No caso dos alimentos, alguns deles podem potencializar essa proteção.

Veja as dicas da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran):

 

  • Mantenha-se bem hidratado (em geral, é necessário consumir de 2 a 3 litros de água por dia);
  • Inclua diferentes fontes de vitaminas em suas refeições. Veja:

– Carnes – São boas fontes de zinco;

– Leguminosas e oleaginosas (nozes, amêndoas e castanhas), além de verduras – Fontes de magnésio;

– Castanha-do-Pará – Boa fonte de selênio;

– Queijos, gema de ovo, manga, mamão e cenoura – Ricos em vitamina A;

– Salmão, atum, sardinha, ovos e queijos – Possuem muita vitamina D;

– Fígado, ovos, legumes, brócolis, couve, cereais integrais, leite – Ricos em vitaminas do complexo B.

Veja mais: Conheça o Saúde a Qualquer Hora e cuide do seu bem-estar!

 

Atenção especial a Vitamina D

A Abran destaca que um estudo publicado pela Universidade de Turim, na Itália, indica que a vitamina D pode ser uma grande aliada do organismo durante a pandemia. Isso porque, segundo a pesquisa, os pacientes com diagnóstico positivo na Itália tinham em comum o fato de apresentarem deficiência dessa vitamina.

Isso não significa, no entanto, que a vitamina pode ser usada como uma cura (ainda não há cura para a Covid-19). Mas as evidências mostraram que a presença da vitamina D no organismo nos níveis ideais pode contribuir para a redução dos riscos de infecções respiratórias de origem viral.

Para garantir essas boas doses ao organismo, além de consumir os alimentos ricos no nutriente, é importante se expôr periodicamente à luz do sol (sempre nos horários mais recomendados – antes das 10h da manhã e após 16h), mesmo que seja na varanda, no terraço ou em qualquer outra área da casa que receba um pouco de sol.

Não consuma suplementos de vitamina D por conta própria. Isso pode causar danos à sua saúde, especialmente aos rins.

Confira mais artigos com dicas de saúde e bem-estar aqui no blog!

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Fumar aumenta o risco de desenvolver a forma grave da Covid-19?

O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica provocada pela dependência à nicotina que existe nos produtos à base de tabaco. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), por si só, o tabagismo já era um fator de risco para o desenvolvimento de uma série de doenças como diferentes tipos de câncer, tuberculose, úlcera gastrointestinal, osteoporose e também doenças cardiorrespiratórias. Em tempos de pandemia de uma doença que afeta o sistema respiratório e ainda é pouco conhecida pelos cientistas, como a Covid-19, a exposição a agentes que elevam esse risco é ainda mais alarmante.

 

Qual a relação entre fumar e fazer parte do grupo de risco para o novo coronavírus?

Quem fuma tem mais chances de desenvolver infecções por vírus (como é o caso da Covid-19), fungos e bactérias. Isso acontece porque o tabaco é capaz de provocar inflamações que prejudicam a capacidade de defesa do organismo. Sendo assim, como tem o pulmão mais comprometido, quem fuma tem mais chance de desenvolver a forma grave da Covid-19 e, portanto, faz parte do grupo de risco para a doença.

Veja mais: Coronavírus: conheça os principais grupos de risco

 

Mais facilidade para contaminação!

Além de ter mais facilidade para desenvolver infecções, quem fuma tem mais chances de se contaminar. Isso porque muitos fumantes têm o hábito de acender um cigarro sem antes higienizar adequadamente as mãos. Como o cigarro é levado à boca, essa pode ser a via de transmissão óbvia para quem é fumante.

Além disso, para aqueles que têm o costume de fumar narguilé ou cigarros eletrônicos, o risco pode ser ainda maior, pois esses dispositivos são mais facilmente compartilhados com outras pessoas, expondo a todos ao risco de contaminação não só pelo coronavírus, mas também a diversas outras doenças.

Veja mais: Conheça alguns cuidados para evitar o coronavírus

 

Quais os benefícios de deixar de fumar, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus?

Deixar de fumar pode reduzir o risco de desenvolver a forma grave da Covid-19. Isso ocorre porque:

 

  • Cerca de 12 horas depois de deixar de fumar, os níveis de monóxido de carbono do sangue já voltam ao normal;
  • Duas a 12 semanas depois, a capacidade pulmonar já é aumentada;
  • Em algumas pessoas, um mês depois, já é possível sentir diminuição da tosse e a falta de ar diminuem.

Confira também mais artigos sobre coronavírus aqui no blog.

 

 

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Coronavírus: conheça os principais grupos de risco

O Covid-19 é uma doença provocada por um novo tipo de coronavírus, até então desconhecido pelos cientistas. Portanto, a população em geral não possui anticorpos para combater a doença, o que faz com que todos estejam suscetíveis à infecção. Alguns grupos, no entanto, são mais vulneráveis à forma grave.

Veja quais são:

  • Pessoas com mais de 65 anos;
  • Pessoas com doença pulmonar crônica;
  • Pessoas com asma;
  • Pessoas com doenças coronarianas;
  • Portadores de diabetes;
  • Quem tem insuficiência renal;
  • Hipertensos;
  • Pessoas que estejam imunodeprimidas.
Como reduzir os riscos de contaminação
  • Tome as precauções de higiene necessárias;
  • Lave as mãos com água e sabão frequentemente;
  • Mantenha distância de, pelo menos, 1,5m de outra pessoa;
  • Pratique o isolamento social durante o surto do Covid-19;
  • Caso viva com outras pessoas, evite o contato, principalmente, com crianças, que são grandes vetores da doença.
Busque ajuda ao notar a presença dos seguintes sintomas:
  • Dificuldade para respirar;
  • Febre;
  • Tosse;
  • Coriza;
  • Dor de garganta.

Importante!

Pessoas consideradas do grupo de risco têm mais facilidade de apresentar uma piora rápida ao serem contaminadas pelo vírus. Por isso, é fundamental ficar atento e buscar ajuda do serviço de saúde caso os sintomas sejam notados.

Referência

People who are at higher risk for severe illness; CDC
https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/specific-groups/people-at-higher-risk.html

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Coronavírus: o que você precisa saber?

Coronavírus são uma família de vírus que provocam infecções respiratórias. Elas podem ser leves ou se manifestarem de maneira mais agressiva, como uma forma de pneumonia grave, por exemplo.

A atual forma da doença provocada por um novo agente coronavírus foi chamada pelos cientistas de Covid-19. Os primeiros relatos de infecção por esse agente ocorreram na China, em dezembro de 2019.

Principais sintomas do Covid-19:
  • Dificuldade para respirar
  • Febre
  • Tosse
  • Coriza
  • Dor de garganta
Quais medidas vêm sendo tomadas em caso de suspeita ou confirmação da doença?

A Organização PanAmericana da Saúde, no Brasil, alerta sobre os cuidados que vêm sendo tomados conforme a portaria Nº 356 de 11 de março de 2020:

Quando uma pessoa no Brasil apresentar sintomas respiratórios – febre, tosse, dor de garganta ou dificuldade para respirar – a(o) médica(o) vai prescrever o isolamento e emitir o atestado para o doente e todas as pessoas que residem no mesmo domicílio (mesmo que não apresentem sintomas) por 14 dias.

São sinais de emergência para a doença e deve-se buscar ajuda quando:
  • O paciente apresenta piora do quadro respiratório;
  • Há o aparecimento de dor ou sensação de aperto no peito;
  • O doente demonstra confusão mental ou dificuldade para permanecer alerta;
  • Extremidades como mãos ou lábios apresentam coloração arroxeada.

É importante frisar que, em algumas situações, o paciente pode estar contaminado com o coronavírus e permanecer assintomático, por isso, deve-se manter os cuidados preventivos, como lavar bem as mãos e evitar o contato próximo com outras pessoas, estejam elas ou não com sintomas.

Referências
O que é coronavírus (Covid-19)?; Ministério da Saúde

https://coronavirus.saude.gov.br/

Symptons; CDC

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/symptoms-testing/symptoms.html

Folha Informativa Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus); OPAS

https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:folha-informativa-novo-coronavirus-2019-ncov&Itemid=875
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