Mulher negra sorridente amamentando bebê acolhido em um dos braços

Aleitamento materno: as principais dúvidas sobre amamentação respondidas aqui

O aleitamento materno é uma medida segura de nutrição do bebê e, como comprovado cientificamente, oferece uma série de benefícios tanto para a mãe quanto para a criança. No entanto, apesar de ser uma forma natural de alimentação, há uma série de dúvidas que continuam a existir em torno do tema.

Por isso, aproveitando que o mês de agosto é dedicado a incentivar o aleitamento materno, reunimos e respondemos aqui as dúvidas mais comuns sobre o tema. Confira!

Quais as principais vantagens de amamentar o bebê?

De acordo com o Guia do Ministério da Saúde sobre Aleitamento Materno e Alimentação Complementar, amamentar tem diversos benefícios para o bebê:

  • Protege contra infecções infantis;
  • Evita a morte de crianças com menos de 5 anos por causas preveníveis;
  • Evita a diarreia, principalmente em crianças mais pobres;
  • Evita infecções respiratórias e de ouvido;
  • Diminui o risco de alergias respiratórias;
  • Reduz o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes, no futuro;
  • Reduz também as chances de desenvolvimento de obesidade tanto durante a infância quanto na vida adulta.

Outros benefícios estão relacionados com a melhor capacidade de desenvolvimento cognitivo (da inteligência) e da cavidade bucal, proporcionando melhor alinhamento dos dentes no futuro.

Vantagens para a mãe

Para as mães, amamentar aumenta a proteção contra o desenvolvimento de câncer de mama, de ovário e de útero, reduz as chances de sangramento no útero (quando o bebê é amamentado até uma hora após o parto) e contribui para a recuperação do peso anterior à gravidez de maneira mais rápida e saudável.

Leia também: Gestação: da confirmação à importância do pré-natal

Por quanto tempo devo continuar amamentando a criança?

A amamentação deverá ser exclusiva até os seis meses de vida da criança e complementar após os seis meses, fase em que se deve iniciar a introdução alimentar. Isso ocorre porque, a partir dos seis meses, a criança passa a ter uma tolerância gastrointestinal e capacidade de absorção de nutrientes mais satisfatórias em razão das adaptações fisiológicas do próprio organismo.

Sendo assim, entre os seis e os 12 meses, o leite materno costuma contribuir com aproximadamente metade do fornecimento de energia de que o bebê necessita. Entre os 12 e os 24 meses, essa contribuição passa a ser de 1/3. Desse modo, conclui-se que o leite materno continua sendo uma fonte importante de energia e de nutrientes até o segundo ano de vida do bebê, no caso daquelas mães que conseguem manter o aleitamento prolongado.

Qual o número ideal de mamadas por dia?

Não há um número ideal de mamadas e esse conceito é reforçado tanto pelo Ministério da Saúde quanto pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Sendo assim, a recomendação é de que a criança seja amamentada em horários sem restrições e por quanto tempo desejar. A isso se chama de amamentação por livre demanda. O que se sabe é que, em média, um bebê saudável mama de oito a 12 vezes por dia.

O que devo fazer se não consigo amamentar meu bebê?

A primeira medida é buscar ajuda junto ao seu médico, ao pediatra do bebê ou alguma unidade que trabalhe com banco de leite humano. Em geral, a maior parte das mulheres é capaz de amamentar, mas pode enfrentar dificuldades iniciais, como a posição correta do bebê para o favorecimento da pega, rachaduras ou feridas nos mamilos e inflamações. Por isso, é sempre válido consultar especialistas antes de definir que não é viável manter o aleitamento.

Pessoas com prótese de silicone podem amamentar?

Sim. A mulher pode amamentar normalmente após seis meses de ter colocado a prótese de silicone, pois, em geral, os dutos mamários já estarão adaptados ao implante após esse período. Além disso, a prótese não influencia a capacidade de produção do leite.

O bebê que está recebendo aleitamento exclusivo precisa beber água?

Não. O leite materno é fonte de hidratação para a criança que o recebe de maneira exclusiva, assim como de todos os nutrientes de que necessita.

É seguro amamentar durante a pandemia do novo coronavírus?

Sim. Além de melhorar a imunidade do bebê, não há evidências, até o momento, de que o leite materno possa ser fonte de transmissão do novo coronavírus. Mulheres que tenham testado positivo para a Covid-19, no entanto, devem ter alguns cuidados especiais durante a amamentação, como: lavar bem as mãos antes de iniciar a mamada, com água e sabão; fazer o mesmo procedimento com as mamas (que devem ser lavadas com água); usar máscara e evitar que o bebê toque seu rosto, olhos ou cabelos.

Leia também: Perguntas e respostas sobre o novo coronavírus

Após a mamada, é indicado que o bebê receba os cuidados de higiene, que devem ser feitos por outra pessoa, caso a mãe tenha suspeita ou confirmação da doença, minimizando ao máximo o contato entre a criança e a mãe enquanto ela estiver doente.

Gostou desse artigo? Continue a visita pelo nosso blog.

Já conhece o Saúde a Qualquer Hora? Seja por um telefonema, mensagem ou pelo aplicativo, nossa equipe de profissionais da saúde está à disposição 24 horas por dia para ajudar com orientações em saúde. Clique aqui e conheça nossos planos!

Referências

Saúde da Criança: Aleitamento e Alimentação Complementar; Ministério da Saúde
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf
Entrevista: pediatra explica o que fazer quando não é possível amamentar o bebê; Fiocruz
https://portal.fiocruz.br/noticia/entrevista-pediatra-explica-o-que-fazer-quando-nao-e-possivel-amamentar
Implantes de silicone interferem na amamentação?; Aleitamento
http://www.aleitamento.com/amamentacao/conteudo.asp?cod=1751
Amamentar com segurança durante a pandemia de Covid-19; Unicef
https://www.unicef.org/brazil/amamentar-com-seguranca-durante-pandemia-de-covid-19

Read More
Homem sentado em uma sala de espera, com foco da imagem nas mãos fechadas e pressionadas uma contra a outra em sinal de ansiedade ou estresse.

Como lidar com a ansiedade em momentos de crise?

A ansiedade é uma condição que costuma fazer com que o indivíduo se coloque em ação diante de uma determinada situação. Segundo especialistas, ela é uma condição normal de resposta do organismo a uma condição que pode representar ameaça ou algum tipo de estresse psicológico.

Com essa resposta, o indivíduo passa a experimentar uma série de sensações que surgem em decorrência das alterações físicas do organismo, como maior circulação sanguínea, o que eleva os batimentos cardíacos, por exemplo. Apesar desse estímulo ser natural, em algumas situações, pode provocar justamente o efeito contrário – paralisar o indivíduo no lugar de colocá-lo em ação. E é isso que se configura um problema.

Compreendendo os transtornos de ansiedade

Os transtornos de ansiedade costumam provocar sintomas muito mais intensos do que quando nos sentimos ansiosos por situações do dia a dia. Em geral, eles passam a ser considerados transtornos quando o indivíduo passa a:

  • Sentir-se ansioso sem razão aparente;
  • Ter a sensação de ansiedade de maneira frequente;
  • Experimentar a ansiedade de maneira intensa e duradoura, interferindo nas atividades diárias.

Quando isso ocorre, de acordo com o Ministério da Saúde, é costume aparecerem sinais como:

  • Preocupações, tensões e medos exagerados;
  • Sensação contínua de desastre ou de que algo muito ruim pode ocorrer;
  • Preocupações exageradas com família, trabalho, saúde etc.;
  • Falta de controle sobre pensamentos negativos que se repetem.

Além disso, a pessoa pode experimentar sensações físicas e psicológicas, as chamadas crises de ansiedade, que envolvem:

  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Sudorese;
  • Formigamento;
  • Tontura;
  • Boca seca;
  • Visão turva ou embaçada;
  • Falta de ar;
  • Tremor nas mãos ou nas pernas;
  • Sensação de morte ou tragédia.

Uma vez que o indivíduo passa a experimentar tais situações de maneira descontrolada, é essencial que ele busque ajuda médica para entender que tipo de transtorno pode ter desenvolvido e receba tratamento adequado.

Entre os transtornos de ansiedade mais comuns estão: transtorno de ansiedade generalizada (TAG), ataques de pânico ou transtorno/síndrome do pânico, fobias, transtorno de estresse agudo (TEA) ou transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Leia também: Você tem insônia? Entenda tudo sobre essa condição e saiba como combatê-la

Quais as causas do desenvolvimento dos transtornos de ansiedade?

As causas para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade podem ser diversas. As questões podem envolver hereditariedade, medo de exposição, doenças físicas e até mesmo o uso de drogas, álcool ou medicamentos.

No entanto, tão importante quanto compreender a causa da ansiedade é buscar o diagnóstico adequado. Para isso, o profissional costuma avaliar se existem outras doenças que podem estar provocando ansiedade, se o quadro é duradouro ou impede a realização de atividades, realiza exame físico e solicita análises laboratoriais.

Como funciona o tratamento

O tratamento para transtorno de ansiedade costuma ser multidisciplinar e é indicado caso a caso, conforme a manifestação de cada paciente e resposta à abordagem. Em geral, pode envolver:

  • Consultas ao psiquiatra;
  • Acompanhamento psicológico/psicoterapia;
  • Uso de medicamentos.
Como lidar com a ansiedade em situações de crise

Agora que já esclarecemos os principais pontos sobre as manifestações de ansiedade, vamos avaliar como lidar com as questões principalmente em situações que exigem demais da gente:

  1. Ao sentir que os sinais de estresse e ansiedade estão se agravando, lembre-se de que é comum se sentir ansioso diante de momentos incertos e tente reduzir as preocupações;
  2. Reserve um tempo para relaxar e avaliar como as emoções estão afetando você;
  3. Se puder identificar quais fatores deixam você ansioso, encontre mecanismos para lidar com eles ou, se possível, evite se expôr a eles;
  4. Use práticas de respiração para controlar a ansiedade — respire de forma lenta e constante, puxando o ar pelo nariz e soltando lentamente pela boca;
  5. Tente relaxar os músculos fazendo sessões de alongamento;
  6. Lembre-se de incluir a atividade física na sua rotina, pois isso ajuda a reduzir a tensão e a ansiedade.

Já conhece o Saúde a Qualquer Hora? Seja por um telefonema, mensagem pelo WhatsApp ou pelo aplicativo, nossa equipe de profissionais da saúde está à disposição 24 horas por dia para ajudar com orientações em saúde. Clique aqui e conheça nossos planos!


Referências
Ansiedade, Biblioteca Virtual em Saúde
Considerações gerais sobre transtornos de ansiedade; Manual MSD
Crise de ansiedade: sintomas, causas, tratamento, tem cura?; Piscologia Viva

Read More

O coronavírus se espalha facilmente por meio de superfícies?

O CDC (Centro de Controle de Doenças) dos Estados Unidos foi um dos primeiros a trazer à tona a possibilidade de transmissão do novo coronavírus por meio de superfícies como papelão, metais etc. No entanto, algumas mudanças no site da entidade, feitas em razão das revisões frequentes do que se sabe sobre a doença, geraram confusão na cabeça de muita gente.

Desde maio, o site passou a informar que “é possível que uma pessoa tenha Covid-19 por ter tocado alguma superfície ou objeto que tivesse o vírus e então tocado a própria boca, nariz ou olhos. Não se acredita que essa seja principal maneira como o vírus se espalha, mas ainda estamos aprendendo mais sobre como esse vírus se espalha.”

A afirmação provocou interpretações que levaram algumas pessoas a acreditarem que superfícies contaminadas são incapazes de transmitir o novo vírus, o que é um equívoco segundo o CDC. A revisão só indica que o risco de transmissão, possivelmente, é mais baixo.

Leia também: Perguntas e respostas sobre o novo coronavírus

Saiba mais sobre os níveis de risco de transmissão da doença, segundo o CDC
  • Superfícies – baixo risco de transmissão
  • Atividades em áreas externas –  baixo risco de transmissão
  • Reuniões em espaços fechados (escritórios, igrejas, cinema etc) –  risco muito alto de transmissão
  • Conversar com alguém face a face (com máscara) – baixo risco de transmissão, caso a duração do contato seja inferior a 4 minutos*
  • Alguém que passe por você correndo, pedalando ou caminhando – baixo risco de transmissão
  • Festas e casamentos – risco muito alto de transmissão
  • Conferências, concertos – risco muito alto de transmissão

*estudos indicam que quanto menor o tempo de exposição ao novo coronavírus menor a chance de contaminação

Contaminação de pessoa para pessoa continua a ser a mais fácil e recorrente

Embora as informações sobre o novo coronavírus sejam atualizadas com frequência por se tratar de uma nova doença, sabe-se que a contaminação entre pessoas é a mais comum e ocorre de maneira bastante fácil.

Segundo os especialistas, em geral, quanto mais tempo uma pessoa contaminada interage com outra, maior o risco de propagação da doença.

Leia também: Diabetes em tempos de Covid-19

Mantenha o alerta para proteção
  • Mantenha o distanciamento social sempre que tiver que sair. O recomendado é de pelo menos 1,5 m;
  • Lave suas mãos com frequência, usando água e sabão. Na impossibilidade de lavá-las, use álcool em gel 70% para higienizá-las;
  • Mantenha a rotina de limpar e desinfetar superfícies e objetos;
  • Cubra sua boca e nariz usando a parte interna do braço quando precisar tossir ou espirrar.

Proteja a si mesmo e aos outros!

Gostou desse artigo? Continue a visita pelo nosso blog para ler outros conteúdos semelhantes a esse


Read More
Jovem negra, grávida, em casa. Ela aparece confortavelmente em um sofá enquanto interage, sorridente, com alguém por um tablet.

Gestação: da confirmação à importância do pré-natal

Para muitas mulheres, a gravidez é um evento planejado e aguardado, e é ideal que seja assim. Pois, a partir dessa preparação para a gestação, a mulher consegue fazer uma série de exames que indicarão se há eventuais condições que podem implicar em riscos para a saúde dela ou do bebê.

No entanto, isso nem sempre acontece. Em algumas situações, a gravidez ocorre de maneira inesperada, fazendo com que a futura mãe tenha que ir se preparando para o parto e para a maternidade na medida em que a gravidez avança.

Independentemente da forma como isso ocorre, é importante que, a partir da confirmação da fecundação do óvulo pelo espermatozoide, ou seja, da gravidez, a mãe passe a ser acompanhada por um especialista que fará todo o seu pré-natal.

Sinais comuns da gravidez e confirmação

Além do atraso menstrual, algumas mulheres podem notar os seguintes sintomas:

  • Aumento dos seios;
  • Náuseas;
  • Aumento do sono;
  • Aumento do apetite;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Maior sensação de cansaço.

Quando isso ocorre, é comum que grande parte das mulheres recorra a um teste rápido de farmácia para verificar a possibilidade de gravidez.

Em situações em que o resultado é positivo, a medida mais recomendada é buscar o serviço de saúde para realização de um teste para confirmação. Ele pode ser feito tanto por meio da coleta de urina quanto de sangue e verifica o hormônio beta hCG (ou BhCG) produzido pelo corpo a partir da fecundação do óvulo.

Importância do pré-natal durante as fases da gravidez

Uma vez que a gravidez foi confirmada, é necessário fazer o acompanhamento. Aliás, em casos em que a gravidez é planejada, como já dito antes, o aconselhável é que se tenha acompanhamento até mesmo antes da fecundação, a fim de garantir as condições de saúde ideal da mãe para a chegada do bebê.

Esse acompanhamento, chamado de pré-natal, tem a finalidade de verificar se o embrião está crescendo no local correto (dentro do útero), o tipo de gravidez (se é única ou de gêmeos, trigêmeos etc.), o risco gestacional e a possibilidade do desenvolvimento de complicações como diabetes, hipertensão ou sangramentos.

O ideal é que ele seja feito até antes do parto, com consultas que vão ficando mais frequentes de acordo com a proximidade do nascimento do bebê. Ou seja, mensalmente, até a 28ª semana; quinzenalmente, da 28ª até a 36ª semana; semanalmente, até o nascimento.

Além disso, a cada fase de desenvolvimento do bebê, a mãe é orientada a fazer exames, reforçar a imunização por meio de vacinas e seguir recomendações que farão com que o momento do parto seja mais tranquilo.

Entre as vantagens do pré-natal estão:
  • Identificar doenças que já estejam presentes no organismo da mãe de forma silenciosa;
  • Tratar problemas que possam causar prejuízos à mãe ou ao bebê;
  • Detectar malformações ainda durante a gestação;
  • Verificar o crescimento adequado do bebê e desenvolvimento da placenta;
  • Averiguar a existência de hemorragias;
  • Identificar precocemente a pré-eclâmpsia decorrente de hipertensão.
Gravidez em tempos de pandemia

Em razão do momento de pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, a recomendação é de que, sempre que possível, as consultas sejam feitas por meio da telemedicina ou que as gestantes participem de programas de acompanhamento de assistência por telefone. A orientação é confirmada pela presidente da Confederação Internacional das Parteiras, Franka Cadée, em entrevista ao site da Unicef.

No Brasil, também estão orientadas as consultas domiciliares para gestantes, puérperas e recém-nascidos ou o agendamento de consultas em horários especiais ou locais diferenciados.

Já conhece o Saúde a Qualquer Hora? Seja por um telefonema, mensagem pelo WhatsApp ou pelo nosso aplicativo, nossa equipe de profissionais da saúde está à disposição 24 horas por dia para ajudar você com orientações em saúde. Clique aqui e conheça nossos planos!

Read More
A imagem mostra um aparelho medidor de glicose, acompanhado de uma lanceta em destaque, com verduras e legumes ao fundo.

Diabetes em tempos de Covid-19: quais são as recomendações?

Num esforço coletivo com outras organizações de saúde do mundo, a Sociedade Brasileira de Diabetes tem se dedicado a esclarecer informações importantes sobre o cuidado que pessoas portadoras de diabetes devem ter diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Como se sabe, pessoas com comorbidades, como o diabetes, são mais suscetíveis a apresentarem complicações ao desenvolverem a Covid-19. Sendo assim, aqui você vai encontrar informações relevantes sobre as duas doenças e como se manter protegido. Continue a leitura!

O que é diabetes mellitus

O diabetes é uma doença provocada pela falta de produção suficiente ou pela má absorção da insulina produzida pelo organismo. Essa insulina, por sua vez, é o hormônio que tem a função de regular a glicose. Uma vez que essa produção ou absorção fica afetada, há um prejuízo ao organismo, já que a glicose deixa de entrar nas células para produzir energia.

Nessa condição, ela fica em excesso no sangue, provocando o que conhecemos como diabetes, que se dividem em dois tipos:

Tipo 1 tem característica hereditária e, normalmente, se manifesta ainda na infância ou na adolescência. Exige, em geral, o uso diário de insulina ou outros medicamentos para regular as taxas de glicemia (quantidade de glicose/açúcar) no sangue;

Tipo 2 – a causa desse tipo de diabetes está mais relacionada a hábitos alimentares inadequados e sedentarismo, ou seja, estilo de vida. Ela ocorre quando a insulina produzida pelo corpo não é eficiente para levar a glicose até as células.

Diabetes: uma doença silenciosa

Dificilmente a pessoa desenvolve sintomas que possam alertar para a existência do diabetes. Por isso, é importante fazer aferições (popularmente chamadas de medições) constantes para verificar os níveis de açúcar no sangue, que devem ficar entre 70 e 100mg/dL.

Em alguns casos, no entanto, pode haver manifestações de sinais que indicam o desenvolvimento da doença. São eles: fome frequente, sede constante, vontade de urinar várias vezes ao dia, fraqueza e feridas que demoram a cicatrizar.

Tratamento e controle são fundamentais

Manter o controle dos níveis de diabetes para evitar a hiperglicemia (quando os níveis glicêmicos estão acima de 100mg/dL em jejum ou acima de 140mg/dL duas horas após as refeições) ou a hipoglicemia (abaixo de 70mg/dL) é fundamental. A medida é essencial para evitar complicações da própria doença e, nos tempos atuais, pode ser um diferencial para evitar um agravamento, caso o portador de diabetes seja contaminado pelo novo coronavírus.

Mudanças no estilo de vida ajudam no controle

A prática de hábitos saudáveis contribui tanto com o controle quanto com a prevenção do diabetes. Conheça alguns deles:

  • Consumo diário de verduras, legumes e frutas;
  • Redução do consumo de gorduras, sal e açúcares;
  • Prática regular de atividades físicas;
  • Controle do peso corporal adequado;
  • Abandono do tabagismo (cigarro comum, eletrônico, charuto, narguile etc.).

Veja mais: Como aumentar a imunidade e se proteger durante a pandemia?

Complicações do diabetes

Fazem parte da lista de complicações do diabetes:

  • Neuropatia diabética – doença que afeta os nervos;
  • Problemas arteriais – que acabam provocando amputações;
  • Doença renal – provocada pela perda da capacidade dos rins de fazer a filtragem adequada;
  • Pé diabético – dificuldade de cicatrização de feridas;
  • Problemas nos olhos – os mais comuns costumam ser glaucoma, catarata e retinopatia diabética.

 

Por que as pessoas com diabetes têm mais chances de evoluir para quadros graves da Covid-19?

Isso ocorre porque, na maior parte das vezes, há um histórico de mau controle da doença e a presença de doenças concomitantes, especialmente em idosos. Sendo assim, a Sociedade Brasileira de Diabetes orienta que aqueles que apresentarem sintomas respiratórios da Covid-19 (com tosse, na maior parte das vezes), febre e desconforto para respirar, procurem o serviço de saúde mais próximo ou agende uma teleconsulta, se possível.

Read More

Qual a diferença entre distanciamento social, isolamento e lockdown?

O distanciamento social prevê a redução de interação entre as pessoas de maneira presencial, de modo que a transmissão de pessoa para pessoa possa ser barrada. Dessa forma, todos os serviços não essenciais são fechados ou cancelados a fim de evitar a aglomeração de pessoas.

Isolamento é uma medida que visa separar pessoas doentes daquelas que estejam saudáveis ou sem sinais de sintomas da doença. Ele pode ocorrer tanto em ambiente domiciliar quanto hospitalar.

Já o lockdown (bloqueio total) é adotado quando as medidas de distanciamento social e isolamento não são suficientes para conter a disseminação do vírus. Desse modo, há um isolamento completo de determinada área e ninguém tem permissão para entrar ou sair do perímetro isolado, exceto em situações que precisem comprar mantimentos ou medicamentos

Read More

O que é obesidade e como prevenir

Chama-se de obesidade, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o excesso de gordura corporal no indivíduo. Embora seja provocada por múltiplos fatores, esse acúmulo, em geral, ocorre quando o consumo de calorias é maior do que a quantidade gasta pelo organismo.

Conheça algumas das causas para o desenvolvimento da obesidade
  • Fatores genéticos, emocionais e ambientais;
  • Estilo de vida: sedentarismo e maus hábitos alimentares;
  • Problemas hormonais.

Independente de qual seja a causa para o desenvolvimento da doença, é importante estar atento para a necessidade de conseguir atingir um peso adequado. Isso porque aqueles que sofrem de obesidade têm maior propensão para o desenvolvimento de doenças.

Complicações provocadas pela obesidade
  • Hipertensão;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes;
  • Problemas nas articulações;
  • Problemas respiratórios;
  • Alterações no sono (apneia do sono);
  • Câncer;
  • Refluxo;
  • Alteração no ciclo menstrual;
  • Redução da fertilidade;
  • Falta de minerais e de vitaminas (decorrente da falta de uma alimentação saudável).

Veja mais: Orientação em saúde na palma da sua mão, 24 horas por dia

Como avaliar o sobrepeso?

O método mais comum para o diagnóstico da obesidade e do sobrepeso é o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o IMC padrão para definir uma pessoa com peso adequado é determinado entre 18,5 e 24,9. Já a obesidade é caracterizada quando o IMC é igual ou maior que 30.

 Para calcular seu IMC, divida seu peso pela sua altura elevada ao quadrado.

 Por exemplo, peso 62kg e tenho 1,61m de altura.

 62 / 1,61 x 1,61 = 23,93

Se você é adulto e quer calcular seu IMC acesse:

http://www.abeso.org.br/atitude-saudavel/imc

Para calcular o IMC de crianças, acesse:

http://www.abeso.org.br/atitude-saudavel/curva-obesidade
Como tratar obesidade?

Os profissionais mais recomendados para indicar o tratamento adequado para obesidade são o nutricionista e o endocrinologista. Isso porque eles são os mais habilitados para recomendar formas saudáveis de perda de peso. No entanto, algumas medidas gerais podem ser adotadas, como a mudança de estilo de vida, que inclui:

  • Prática de atividade física;
  • Manutenção de hábitos alimentares saudáveis;
  • Uso de medicamentos somente quando orientado por um médico.

Importante!

Existe a possibilidade de realizar cirurgias quando a obesidade traz prejuízos à saúde e os tratamentos anteriores não são eficazes.

É possível prevenir a obesidade?

Em caso de ganho de peso de forma descontrolada, é importante fazer um acompanhamento médico para entender as causas do problema e, assim, colocar em prática formas específicas de prevenção. No entanto, é possível tomar alguns cuidados gerais, veja como:

  • Mantendo seus exames e consultas médicas em dia;
  • Dando preferência a alimentos saudáveis como frutas, verduras, legumes, massas integrais e carnes magras;
  • Evitando produtos industrializados e ricos em gordura;
  • Praticando atividades físicas.
Obesidade infantil: um alerta especial

Você sabia que as crianças são condicionadas a imitar os adultos que convivem com elas? Por isso, a alimentação da família deve ser equilibrada, rica em verduras, legumes e frutas, evitando assim a obesidade infantil.

  • Incentive a criança a brincar e a praticar esportes;
  • Dê bastante água, pode ser água com uma rodela de fruta para ficar mais atraente para a criança;
  • Seja criativo na hora de preparar as refeições, evite alimentos repetidos, isso ajuda a criança a ter mais interesse pela refeição e aumentar o consumo de diversos tipos de vitaminas e minerais;
  • Evite doces, refrigerantes, frituras, salgadinhos deixando-os para momentos específicos como festas;
  • Respeite o horário de cada refeição, evite beliscar guloseimas entre as refeições.

Confira outros artigos com dicas para você cuidar da sua saúde aqui no blog do Saúde a Qualquer Hora!

Read More

H1N1 é grave? Quais os sintomas?

A H1N1 é um subtipo de vírus Influenza (da gripe) que surgiu como combinação de segmentos dos vírus da gripe aviária, da gripe suína e da gripe humana. O nome gripe suína, inclusive, foi usado para designar a doença quando ela se tornou mundialmente conhecida, durante a epidemia ocorrida entre 2009 e 2010. Outro nome usado para a H1N1 é gripe A.

Quais os principais sintomas da H1N1?
  • Dor muscular;
  • Dor de cabeça;
  • Dor de garganta;
  • Dor nas articulações;
  • Irritação nos olhos;
  • Tosse;
  • Coriza;
  • Fadiga (cansaço);
  • Falta de apetite.

Além dos sintomas mais comuns da doença, podem ocorrer complicações em algumas situações como: vômitos, diarreia, dificuldade de respirar, febre alta de início súbito (acima dos 38°C), inflamação do ouvido, pneumonia, sinusite, inflamação da garganta, inflamação cardíaca, convulsões.

Como a H1N1 é transmitida?

A H1N1 é transmitida da mesma maneira que a gripe comum, de pessoa para pessoa, por meio de gotículas de tosses e espirros de quem está infectado. Em algumas ocasiões, pode haver contaminação por meio de contato com objetos que tenham sido tocados por pessoas infectadas e logo depois por pessoas sadias que então levaram a mão à boca ou nariz.

Ou seja, a forma de infecção pela doença é similar à de contaminação pelo novo coronavírus. No entanto, a Organização Mundial da Saúde esclarece que a capacidade de contágio da H1N1 é até 10 vezes inferior a da SAR-CoV-2.

Veja mais: Coronavírus: o que você precisa saber?

Como é feito o diagnóstico e o tratamento da doença?

O diagnóstico é realizado por meio de exame físico feito por um médico, avaliando os sintomas apresentados, e, se necessário, análise em laboratório da secreção nasofaríngea (do nariz e da garganta).

O tratamento pode ser realizado com o uso de medicamentos prescritos pelo médico, hidratação, repouso e alimentação saudável.

Existem modos de prevenir a H1N1?

Atualmente, as vacinas trivalente e tetravalente contemplam a cepa para proteção contra a H1N1. Na rede pública de saúde, anualmente, a vacina trivalente faz parte da Campanha Nacional de Vacinação Contra Gripe.

Importante!

A vacina contra Influenza A /H1N1 é segura e protege quem é vacinado contra a doença, podendo ser aplicada nas pessoas que fazem parte do grupo de risco.

Além disso, como forma de prevenção deve-se:
  • Lavar as mãos com a água e sabão depois de tossir, espirrar ou limpar o nariz;
  • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
  • Cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar;
  • Evitar ambientes fechados e aglomeração de pessoas;
  • Evitar o contato direto com pessoas infectadas ou usar máscara de proteção;
  • Levar consigo álcool em gel para higienizar as mãos, caso não possa lavá-las com água e sabão.

Veja mais: Conheça o Saúde a Qualquer Hora e cuide do seu bem-estar!

Quem tem mais riscos de desenvolver a doença?
  • Idosos;
  • Crianças menores de dois anos;
  • Gestantes;
  • Pessoas com doenças crônicas como diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica;
  • Pessoas com deficiência imunológica (como pacientes com câncer ou em tratamento para AIDS/HIV);
  • Pessoas com obesidade mórbida;
  • Pessoas com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme;
  • Profissionais da saúde.

Gostou desse artigo? Continue a visita pelo blog.

Read More

O que é artrite e quais os sintomas?

No geral, pode-se definir a artrite como uma inflamação das articulações. Já os tipos e causas podem ser variadas, sendo essas as mais comuns:

Osteoartrite

Ainda tem causa desconhecida, mas alguns sugerem que existe uma maior probabilidade de desenvolvimento quando há casos na família. Fatores como obesidade e lesão prévia na articulação aumentam o risco do aparecimento da doença.

Artrite reumatoide

É uma doença autoimune, ou seja, é causada por uma deficiência no sistema imunológico, levando-o a atacar seu próprio organismo. Esse tipo de artrite pode se desenvolver por condição genética.

Artrite gotosa (gota)

Pode ocorrer em razão da produção excessiva de ácido úrico pelo organismo ou devido aos rins não conseguirem eliminá-lo no tempo adequado.

Artrite psoriática

Pode ocorrer em pacientes que sofrem de psoríase (doença de pele).

Espondilite anquilosante

Tipo de artrite crônica que afeta os ossos, os músculos e os ligamentos da coluna.

Lúpus

É uma doença autoimune que tem a causa definitiva ainda desconhecida. Mas sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais influenciam seu desenvolvimento.

Artrite reativa ou Síndrome de Reiter

Desenvolve-se durante ou após uma infecção bacteriana, normalmente no trato geniturinário ou gastrointestional.

Principais sintomas da artrite

Como já vimos, existem diferentes tipos de artrites, mas, em geral, os sintomas incluem:

  • Dor articular;
  • Rigidez;
  • Restrição de movimentos das articulações;
  • Inflamação e edema da articulação;
  • Calor e vermelhidão da perna ao redor da articulação.
Como diagnosticar e tratar a doença?

O diagnóstico é feito por meio da avaliação da descrição dos sintomas e história (antecendentes familiar e pessoal), podendo também ser realizado por meio de exames, como raio-x, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Tratamento

Quanto mais precoce o diagnóstico, mais rápidos os resultados do tratamento, que podem incluir:

  • Uso de analgésico;
  • Uso de anti-inflamatórios e antirreumáticos;
  • Cirurgia de substituição de articulação;
  • Massagem;
  • Hidroterapia;
  • Acupuntura.

Para ver mais artigos como esses, continue sua visita pelo blog.

Read More

Você tem insônia? Entenda tudo sobre essa condição e saiba como combatê-la

A Associação Brasileira do Sono caracteriza como insônia a “dificuldade de iniciar o sono ou se manter dormindo, sendo que o principal prejuízo é o cansaço durante o dia em razão das noites mal dormidas”. A insônia tanto pode ser passageira quanto permanente, prejudicando mais seriamente a qualidade de vida de quem sofre desse mal. Portanto, é importante compreender as causas do problema.

Principais causas

A maioria dos casos de insônia se inicia em um período de estresse maior, sendo a maior parte dos pacientes é de mulheres, idosos, pessoas psicologicamente perturbadas e com baixas condições de vida. Mas, no geral, os fatores associados são:

  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Estresse;
  • Dor muscular ou articular;
  • Uso de medicamentos;
  • Ambientes inadequados (com muito barulho, quente demais, com colchão ruim ou claridade excessiva).

Veja mais: Conheça o Saúde a Qualquer Hora e cuide do seu bem-estar!

Tipos de insônia
  • Aguda – de curta duração (menos de 3 meses);
  • Crônica – de duração persistente.
Queixas comuns entre quem sofre de insônia
  • Falta de quantidade ou qualidade do sono;
  • Dificuldade para iniciar ou manter o sono, despertar breve e dificuldade para retornar a dormir;
  • Cansaço;
  • Falta de atenção, concentração e de memória;
  • Alterações sexuais, profissional e acadêmica;
  • Irritabilidade, ansiedade e fobias (medos);
  • Sonolência durante o dia;
  • Falta de energia;
  • Acidentes no trabalho ou na condução de veículos;
  • Dores de cabeça e tensão;
  • Preocupação com o sono;
  • Ardência nos olhos.

Importante!

Quando não tratada, a insônia pode contribuir para o desenvolvimento de doenças como hipertensão e aumento do risco de infarto, depressão, ansiedade e diabetes.

Como diagnosticar o problema?

O diagnóstico da insônia é clínico. O médico faz uma avaliação especialmente para a insônia, baseado em uma série de sinais e sintomas. Um dos métodos utilizados é o teste Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh, que pode ser aplicado no consultório.

Além disso, deve ser levada em consideração a frequência de pelo menos três noites por semana, por três meses, e que cause prejuízo significativo nas áreas sociais, ocupacionais, educacionais, acadêmicas, comportamentais ou outras. O exame de polissonografia também pode ser solicitado.

Como tratar a insônia?

Apenas o médico poderá indicar um tratamento da insônia adequado de acordo com o histórico do paciente. No entanto, algumas medidas contribuem para melhoria da qualidade do sono, como:

  • Diminuir o consumo de substâncias excitantes como o álcool, cigarro e cafeína;
  • Não dormir durante o dia;
  • Não comer demais antes de ir para a cama;
  • Manter o quarto bem arejado e limpo;
  • Promover técnicas de relaxamento como acupuntura, meditação e yoga;
  • Experimentar o uso de fitoterápicos;
  • Utilizar medicamentos apenas em casos de prescrição médica.
4 dicas para promover a higiene do sono

A Associação Brasileira do Sono recomenda algumas medidas para obter um sono de mais qualidade. Entre elas estão:

  1. Evitar barulho, luz excessiva e temperaturas elevadas no ambiente de dormir;
  2. Notar o conforto da cama e do ambiente;
  3. Sair da cama quando apresentar dificuldade para retomar ao sono no tempo superior de 15 minutos;
  4. Utilizar técnicas de relaxamento antes de dormir.

Confira mais informações e dicas para você cuidar da sua saúde aqui no blog do Saúde a Qualquer Hora!

Read More
Close Bitnami banner
Bitnami